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Correio da Manhã

Portugal
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Ex-ator dos ‘Morangos’ suborna guarda prisional

Tomás Santos, 28 anos, antigo ator da série da TVI, está preso por tráfico e foi apanhado em escutas com guarda prisional.
Miguel Curado 26 de Junho de 2018 às 01:30
Tomás Santos está preso
Tomás Santos
Militares da GNR de Sintra montaram ontem operação em larga escala, com especial incidência na prisão de Caxias
Tomás Santos está preso
Tomás Santos
Militares da GNR de Sintra montaram ontem operação em larga escala, com especial incidência na prisão de Caxias
Tomás Santos está preso
Tomás Santos
Militares da GNR de Sintra montaram ontem operação em larga escala, com especial incidência na prisão de Caxias
Eram 05h40 desta segunda-feira quando o guarda prisional Fernando Lizardo, de 48 anos, foi detido em casa. Mais tarde foi levado para o Hospital Prisional São João de Deus, em Caxias, Oeiras, onde tem prestado serviço.

Os militares da GNR de Sintra apanharam-no em escutas a receber promessas de pagamentos para introduzir droga na cadeia de Caxias, ao lado do hospital-prisão. Um dos interlocutores do guarda, apanhado nas escutas, foi o ex-ator Tomás Santos, que ficou conhecido por ter entrado na série da TVI ‘Morangos com Açúcar’.

Preso preventivo num processo por tráfico de droga, o ex-ator, de 28 anos, foi alvo de buscas na cela, na prisão de Caxias. Além dele, a GNR suspeita que outros três reclusos corromperam Fernando Lizardo. Foram apreendidos nove telemóveis em meio prisional. Além do guarda, os cerca de 500 polícias (entre GNR e PSP) que realizaram a operação prenderam mais 17 homens, por suspeitas de integrarem uma rede de tráfico.

Foram ainda apreendidas, nas 94 buscas realizadas, 16 mil doses de haxixe, mil de cocaína e 37 viaturas de luxo. Os 18 detidos começam hoje a ser presentes ao tribunal de Sintra.

Fugiu à polícia com filho bebé no carro 
Em dezembro de 2013, Tomás Santos fugiu à PSP, a acelerar de carro, no bairro da Torre, em Cascais. Levava na viatura o filho bebé e um enteado menor.

Quando foi apanhado tinha droga suficiente para lhe valer a prisão preventiva. No ano seguinte foi condenado a pena suspensa, mas não demorou a ser ligado a outro processo, que o fez continuar preso.

Saiu, já em 2017, por excesso de prisão preventiva. Voltou, já este ano, à cadeia.
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