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Correio da Manhã

Portugal
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Ex-autarca de Portimão vai falar em tribunal

Luís Carito revelou ao CM que quer “esclarecer tudo”.
Ana Palma 17 de Maio de 2019 às 09:02
Luís Carito (ao centro) com o seu advogado, Sancho Nunes (à esquerda), na entrada do Tribunal de Portimão
Luís Carito está a ser julgado em Portimão, câmara onde foi vice-presidente
Luís Carito, ex-vice presidente da Câmara de Portimão, está a ser julgado no tribunal da cidade
Tribunal de Portimão
Luís Carito (ao centro) com o seu advogado, Sancho Nunes (à esquerda), na entrada do Tribunal de Portimão
Luís Carito está a ser julgado em Portimão, câmara onde foi vice-presidente
Luís Carito, ex-vice presidente da Câmara de Portimão, está a ser julgado no tribunal da cidade
Tribunal de Portimão
Luís Carito (ao centro) com o seu advogado, Sancho Nunes (à esquerda), na entrada do Tribunal de Portimão
Luís Carito está a ser julgado em Portimão, câmara onde foi vice-presidente
Luís Carito, ex-vice presidente da Câmara de Portimão, está a ser julgado no tribunal da cidade
Tribunal de Portimão
Luís Carito, o antigo vice-presidente da Câmara de Portimão, que está a ser julgado por burla, branqueamento de capitais, participação económica em negócio e danificação ou subtração de documento, revelou ao CM que tenciona falar durante o julgamento para "esclarecer tudo".

No processo são ainda arguidos Artur Curado, Luís Marreiros, Carlos Barros e seis sociedades que, segundo o Ministério Público (MP), "agiram de forma concertada, com a intenção conseguida de obter benefício patrimonial indevido à custa do prejuízo causado à Portimão Turis e Urbis, ao município de Portimão e ao Estado", com as contratações feitas no âmbito da Cidade do Cinema.

O projeto da Cidade do Cinema nunca se concretizou. Ontem, aliás, a sessão de julgamento ficou marcada pelas declarações do arguido Carlos Barros, arquiteto e gerente de uma das sociedades arguidas, a Green Trace.

"O contrato da Portimão Urbis connosco era de cerca de 198 mil euros, mas para nós só ficaram 39 mil. A maior parte do dinheiro foi para pagar a consultadoria a peritos", nomeadamente a realizadores e produtores norte-americanos.

A empresa Simpliradar, outra das empresas arguidas e gerida pelo também arguido Artur Curado, foi a firma contratada pela Green Trace.

"Tratou-se de uma questão de simplicidade processual, pois Artur Curado é que conhecia esses peritos e assim eu não tinha de me preocupar", revelou o arquiteto Carlos Barros, que chegou a ir a Los Angeles por causa do projeto.
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