Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
5

Ex-autarca julgado por crimes em obras

Júlio Sarmento vai responder por prevaricação e falsificação.
Luís Oliveira 5 de Julho de 2021 às 08:39
Júlio Sarmento
Júlio Sarmento
Júlio Sarmento
O ex-presidente da Câmara de Trancoso, Júlio Sarmento, vai ser julgado com mais dois ex-vereadores, um presidente da junta e quatro empreiteiros pela prática dos crimes de prevaricação de titular de cargo político, participação económica em negócio e falsificação de documento.

No debate instrutório ficou “suficientemente indiciada a prática pelos arguidos dos crimes que lhe são imputados” pela acusação do Ministério Público (MP) pelo que o caso segue para julgamento. Os factos ocorreram de 2008 a 2013. O Ministério Público acredita que Júlio Sarmento arquitetou um plano com os outros arguidos de forma a concretizar obras que não estavam inseridas no orçamento da autarquia devido à sua débil situação financeira. As obras foram contratadas pelas juntas de freguesia às empresas e estas reclamavam o pagamento à autarquia, o que Júlio Sarmento assumia sem suporte legal. O valor das obras, como estradas e saneamento básico em freguesias, também terá sido inflacionado.

Na sequência da investigação da PJ da Guarda, o DIAP de Coimbra requereu o arresto de bens de 498 mil euros, património que considera “incongruente” com os rendimentos lícitos do ex-autarca, em que estão inseridas cinco casas que comprou em Trancoso, Guarda e também no Algarve. Júlio Sarmento, eleito pelo PSD, foi autarca durante 27 anos, entre 1986 e 2013. Saiu devido à limitação de mandatos. Sarmento já fez saber que aguarda julgamento de “consciência tranquila”.



Ver comentários
C-Studio