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Correio da Manhã

Portugal
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Ex-combatentes contestam verbas

As associações de sargentos e de oficiais das Forças Armadas denunciaram ontem o incumprimento da lei que regula a atribuição de uma compensação monetária para fins de reforma aos militares que combateram por Portugal em África.
11 de Junho de 2011 às 00:30
Representantes de associações de ex-combatentes vindos de todo o País estiveram ontem em Lisboa
Representantes de associações de ex-combatentes vindos de todo o País estiveram ontem em Lisboa FOTO: Inácio Rosa/Lusa

"Discriminam-se os ex-combatentes", alertam ambas as estruturas. Depois de em 2002 e 2004 o então ministro da Defesa, Paulo Portas, ter aprovado as leis que estipularam a contagem do tempo de serviço em teatros de guerra para efeitos de reforma dos militares do serviço obrigatório (milicianos) que eram destacados para África, António Lima Coelho considera que "os beneficiários estão a receber verbas inferiores ao estipulado".

"Está a pagar-se uma média entre 50 a 150 euros, uma vez por ano, como complemento das reformas. Faltam aplicar-se os critérios de definição de perigosidade dos cenários de guerra", disse o presidente da Associação de Sargentos, à margem do XVIII Encontro Nacional de Combatentes, em Lisboa. "Estamos a contabilizar os militares que devem ser beneficiados", explicou Lima Coelho, enquanto Manuel Cracel, da Associação de Oficiais, defendeu "a criação de uma rede de apoio social aos ex-combatentes". n

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