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Correio da Manhã

Portugal

Ex-cônsul de Portugal no Brasil leva seis anos de cadeia por burla

Adelino Vera-Cruz Pinto desviou 962 649 euros.
Alina Pereira e Miguel Curado 9 de Novembro de 2019 às 07:36
Adelino Vera-Cruz
Adelino Vera-Cruz Pinto
Adelino Vera-Cruz
Adelino Vera-Cruz Pinto
Adelino Vera-Cruz
Adelino Vera-Cruz Pinto
Oex-vice-cônsul de Portugal em Porto Alegre, no Brasil, Adelino Vera-Cruz Pinto foi esta sexta-feira condenado no Campus de Justiça, Lisboa, a 6 anos de prisão por burla qualificada e branqueamento de capitais.

A mulher, Maria da Assunção Figueiredo, apanhou quatro anos de pena suspensa por, segundo o tribunal, ter conhecimento dos crimes, assinando mesmo documentos para consumar a burla feita à Arquidiocese de Porto Alegre.

Apesar da reação do diplomata, que soltou um grito em frente ao coletivo alegando não compreender a decisão, saindo depois da sala de audiências, os juízes consideraram ter ficado provado o desvio de 962 649 euros.

Durante o ano de 2010, Adelino Vera-Cruz Pinto terá, segundo o acórdão, usado o seu estatuto de diplomata para engendrar um esquema de burla aos padres de Porto Alegre. Foi proposto aos religiosos o pagamento de uma caução (equivalente ao valor burlado) que, segundo o ex-vice-cônsul, serviria para recuperar duas igrejas no Brasil.

Segundo as testemunhas ouvidas em tribunal, o antigo diplomata apresentou um discurso coerente e criava empatia. A própria deslocação ao Santuário de Fátima e à Basílica da Estrela provava a veracidade. No entanto, a recuperação dos locais sagrados nunca aconteceu.

Ao invés, o casal Adelino Vera-Cruz e Assunção Figueiredo usou o dinheiro para liquidar os empréstimos de duas casas, comprar carro novo e fazer transferências bancárias. Nem os arguidos nem a advogada prestaram declarações após o julgamento.
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