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Correio da Manhã

Portugal
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Ex de Pinto da Costa falha audiência da 'Operação Fénix'

Fernanda Miranda não foi notificada a tempo.
9 de Março de 2017 às 10:31
Pinto da Costa com Fernanda Miranda
A jovem  brasileira e Pinto da Costa estiveram  casados cerca de quatro anos
Pinto da Costa, presidente do FC Porto
Pinto da Costa, Fernanda Miranda
Pinto da Costa com Fernanda Miranda
A jovem  brasileira e Pinto da Costa estiveram  casados cerca de quatro anos
Pinto da Costa, presidente do FC Porto
Pinto da Costa, Fernanda Miranda
Pinto da Costa com Fernanda Miranda
A jovem  brasileira e Pinto da Costa estiveram  casados cerca de quatro anos
Pinto da Costa, presidente do FC Porto
Pinto da Costa, Fernanda Miranda
Fernanda Miranda, a ex-mulher de Nuno Pinto da Costa, falhou a audiência marcada para hoje no âmbito do processo da 'Operação Fénix', onde teria o papel de testemunha. 

O CM sabe que a brasileira não foi notificada a tempo de que teria que estar presente nesta sessão de julgamento, realizada no quartel dos bombeiros de Guimarães, sala de audiências improvisada.

O testemunho de Fernanda Miranda em tribunal foi reagendado para o dia 22 de março.

O processo da Operação Fénix revela que os seguranças teriam sido chamados à casa que pertenceu à mãe de Pinto da Costa em novembro de 2014 e depois no início de 2015. Segundo o Ministério Público, os vigilantes foram ao local para protegerem os familiares do dirigente, entre eles a então mulher, Fernanda Miranda, e não a habitação.

Ora, a SPDE não tinha autorização legal para prestar serviço de guarda-costas. Ou seja, podia proteger a casa mas não pessoas.

"Os seguranças não foram lá para proteger ninguém. Estavam a vigiar a casa e se os meus familiares foram lá é normal que tenham encontrado os vigilantes", argumentou Pinto da Costa, ouvido em tribunal em fevereiro. O dirigente portista voltou ainda a culpar a PSP num outro momento do depoimento, em que estava em causa a proteção pessoal dada pelos seguranças da SPDE nas deslocações para jogos de futebol. "Nunca pensei que a ação de qualquer segurança não fosse legal, porque eu via o Eduardo a falar com o Comandante da Polícia que estava no local. Havia uma articulação entre a SPDE e a PSP. Se via o Eduardo a combinar tudo com a PSP como é que eu ia pensar que havia algo de anormal?", disse.

"Nunca precisei de guarda-costas. Sou do lema que quem me quiser fazer mal faz, quer eu esteja sozinho ou com três seguranças. Se atirarem uma bomba a única diferença é que em vez de um morrem quatro", concluiu o dirigente na altura.

Antero Henrique diz que nunca pediu nem teve segurança pessoal da SPDE
O antigo administrador da SAD do Futebol Clube do Porto (FCP) Antero Henrique afirmou durante o julgamento da Operação Fénix que nunca pediu nem beneficiou de serviços de segurança pessoal por parte da empresa SPDE.

"A SPDE nunca prestou qualquer tipo de serviço de segurança pessoal. Prestava serviços de segurança ao evento jogo de futebol, no Estádio do Dragão", referiu.

Antero Henrique é acusado de seis crimes de exercício ilícito da atividade de segurança privada, por alegadamente ter requerido serviços de acompanhamento e proteção pessoal à SPDE, quando sabia que a empresa não dispunha de alvará para o efeito.

Antero Henrique admitiu que, uma vez, ligou ao responsável da SPDE, Eduardo Silva, mas apenas para lhe pedir boleia para o Estádio do Bessa para a então mulher de Pinto da Costa, presidente do FCP.

"Foi apenas pedir uma boleia, um favor, uma gentileza", referiu, descartando que o objetivo fosse fazer segurança pessoal.

A "Operação Fénix" é um processo relacionado com a utilização ilegal de seguranças privados.

Os 54 arguidos respondem por crimes de associação criminosa, exercício ilícito da atividade de segurança privada, extorsão, coação, ofensa à integridade física qualificada, ofensas à integridade física agravadas pelo resultado morte, tráfico, posse de arma proibida e favorecimento pessoal.

Eduardo Silva é o principal arguido, estando acusado de 17 crimes de exercício ilícito de atividade de segurança privada, além de associação criminosa, favorecimento pessoal e detenção de arma proibida.

Pinto da Costa também é arguido, acusado de sete crimes de exercício ilícito da atividade de segurança privada, mas também já refutou a acusação do Ministério Público, tendo afirmado que nunca teve guarda-costas.

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