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Correio da Manhã

Portugal

Impugnado concurso de delegados regionais

Chefe de gabinete de Casanova de Almeida candidatou-se e vivia com presidente do júri.
Bernardo Esteves 19 de Fevereiro de 2015 às 14:50
José Alberto Duarte (dir.) decide concurso em que Eduardo Fernandes (2.º à dir.) foi candidato
José Alberto Duarte (dir.) decide concurso em que Eduardo Fernandes (2.º à dir.) foi candidato FOTO: Sérgio Lemos

Os três ex-delegados regionais de educação – Alberto Almeida (Algarve), Aristides Sousa (Norte) e Maria Reina Martin (Alentejo) –, que na sexta-feira foram afastados dos cargos e ficaram a conhecer os nomes dos sucessores por email, estão indignados e prometem impugnar os concursos, a que também concorreram, devido a alegadas irregularidades.

"Não vamos deixar que nada seja branqueado. Eu e os outros delegados vamos até às últimas consequências, até à Justiça se for preciso", disse ao CM Alberto Almeida, garantindo ter havido irregularidades "na composição do júri, nos métodos de seleção, na divulgação dos critérios e na neutralidade do júri". A tutela nega qualquer irregularidade.

No caso da neutralidade do júri, está em causa o facto de Eduardo Fernandes – chefe de gabinete do secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida –, ter concorrido a delegado regional do Algarve, quando partilha casa com José Alberto Duarte, presidente do júri, Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares e principal visado neste processo. O Ministério da Educação e Ciência (MEC) diz que o candidato desistiu.

"Queriam pô-lo à força como delegado do Algarve e não foi ele que desistiu fui eu que o denunciei", disse Alberto Almeida, atirando-se a José Alberto Duarte e ao PSD: "Há um ano, numa reunião com o ministro e os secretários de Estado disse-lhe na cara que não tinha perfil para diretor-geral. Tenho desgosto por vestir a camisola do PSD que permite estas atitudes". Maria Reina Martin alega que foi afastada do concurso sem ter ido à entrevista por motivos de saúde e ficou chocada com a notificação. O MEC diz que "o email é, nos termos da lei, meio idóneo para a comunicação e foi previsto pelo júri".

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