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Ex-futebolista do PSG e da Naval condenado por assaltos violentos

Atleta foi condenado por roubo em ourivesaria da Figueira da Foz.

05 de junho de 2026 às 01:30

Walter Patrick, um ex-futebolista que representou clubes como a Naval, Oliveirense e PSG (equipa B), foi esta semana condenado pelo Tribunal de Coimbra a uma pena de seis anos de cadeia por assaltar uma ourivesaria na Figueira da Foz, em 2022.

O ex-jogador, atualmente com 33 anos, já cumpriu penas de prisão por roubos violentos a ourivesarias em outras zonas do País, nomeadamente em Vila Franca de Xira e Torres Vedras.

Para a condenação que agora sofreu foi determinante o facto de se encontrar em liberdade condicional quando praticou o assalto na Figueira da Foz, em conjunto com um cúmplice. No entanto, as provas relativamente a este segundo arguido do processo não eram claras, o que determinou a sua absolvição.

Os factos ocorreram em março de 2022. Walter Patrick começou por se deslocar à ourivesaria, no Largo do Carvão, na Figueira da Foz, a pretexto de ver alianças em ouro, tendo-lhe sido mostradas várias peças. Cerca de duas horas depois, voltou ao estabelecimento, acompanhado por outro homem, para praticarem o roubo.

Segundo a acusação, Walter Patrick dirigiu-se ao interior do balcão, agarrando a funcionária enquanto dizia: “Isto é um assalto, não fala, não grita”. O comparsa saltou por cima do balcão, tendo caído sobre a outra funcionária, provocando-lhe uma fratura numa das pernas.

O ex-futebolista roubou pelo menos 262 peças em ouro com um valor superior a 49.500 euros.

Menos de duas semanas depois deste assalto, fizeram mais um roubo à mão armada a uma ourivesaria em Vialonga, mas acabaram detidos pela GNR quando fugiam.

O modus operandi e as roupas usadas para praticar este crime ajudaram depois a esclarecer o roubo que tinha ocorrido na Figueira da Foz.

Em todos os assaltos, cuja autoria tem sido atribuída a Walter Patrick, foi usada violência contra as pessoas. Foi o caso de um roubo a uma ourivesaria em Torres Vedras e outra em Vila Franca de Xira, em que foram agredidos os proprietários. Também na Figueira da Foz, uma funcionária ficou ferida.

Em três assaltos Walter Patrick e os comparsas roubaram peças em ouro que foram avaliadas em mais de 135 mil euros. Algumas foram apreendidas quando foram detidos, assim como gorros e outros objetos usados para praticar os ilícitos.

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