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Correio da Manhã

Portugal

EX-MILITAR MORRE À ESPERA DE PULMÕES

O ex-pára-quedista Pedro Miguel Godinho Almeida, de 27 anos, morreu depois de mais de um ano a lutar contra uma fibrose pulmonar. O antigo militar foi internado em 2003 no Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira, onde há muito aguardava por um transplante de pulmões.
23 de Outubro de 2004 às 00:15
A doença que acabou por ser fatal terá sido contraída na Bósnia, possivelmente em consequência da exposição ao urânio empobrecido.
“Pedro Almeida morreu às 21h30 de quinta-feira no hospital de Santa Maria da Feira, onde aguardava um transplante pulmonar que não chegou a acontecer por falta de dador”, revelou Vasco Pereira, porta-voz oficial do chefe de Estado-Maior do Exército, em declarações ao CM.
Por explicar ficam as causas da fibrose pulmonar de Pedro Almeida. Para Vasco Pereira, o caso “não tem nada a ver com o urânio empobrecido”. Sabe-se, no entanto, que a doença foi oficialmente confirmada como “aquirida em serviço” e que o militar, antes de ter partido para Timor, em 2000, já tinha servido na Bósnia, entre Agosto de 1996 e Fevereiro de 1997, de onde voltaram outros soldados que vieram mais tarde a desenvolver doenças causadas por radioactividade.
O antigo pára-quedista estava há mais de um ano ligado a uma máscara de oxigénio, à espera que aparecesse um dador compatível, o que nunca chegou a acontecer.
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