Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
8

Ex-polícia diz que praia onde morreram cinco pessoas estava mal sinalizada

Rocha isolada após queda de arriba, em 2008, caiu um ano depois e matou cinco pessoas.
Rafael Domingues 26 de Novembro de 2019 às 09:22
Derrocada ocorreu em 2009
Maria Freitas foi uma das vítimas
Rita Fonseca foi uma das vítimas
António Fonseca tinha 59 anos
Anabela Fonseca estava de férias com a família
Derrocada ocorreu em 2009
Maria Freitas foi uma das vítimas
Rita Fonseca foi uma das vítimas
António Fonseca tinha 59 anos
Anabela Fonseca estava de férias com a família
Derrocada ocorreu em 2009
Maria Freitas foi uma das vítimas
Rita Fonseca foi uma das vítimas
António Fonseca tinha 59 anos
Anabela Fonseca estava de férias com a família

Um ex-agente da Polícia Marítima confirmou ontem, durante o julgamento sobre a queda da arriba que matou cinco pessoas na praia Maria Luísa, em Albufeira, em 2009, que não havia sinalização suficiente para o perigo de queda das arribas.

António Serrano, que esteve em funções entre 1998 e 2008, relatou perante a juíza do Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé que redigiu um documento escrito, em 2008, após uma derrocada ocorrida em março desse ano, no qual alertava para "o perigo de queda de um leixão [pedaço de rocha] que ficou isolado após essa derrocada".

Um ano depois, em agosto de 2009, esse leixão caiu e matou cinco pessoas. A mesma testemunha foi confrontada com imagens de placas sinalizadoras na praia e confirmou "que a entrada principal não estava devidamente sinalizada pelo Ministério do Ambiente". Referiu ainda que as placas que se encontravam nas imagens "correspondiam a um outro acesso da praia que não era o principal".

A próxima sessão está marcada para dia 16 de dezembro, quando serão ouvidas mais três testemunhas e realizadas as alegações finais do processo. A sentença deverá ser conhecida em janeiro do próximo ano.

PORMENORES
Desabamento
Segundo o Ministério Público, a queda do pedaço de rocha ocorreu "em frações de segundo", provocando "a queda de pedras de grandes dimensões".

Testemunha
António Serrano foi agente da Polícia Marítima na capitania de Portimão, entre os anos de 1998 e 2008. Está atualmente aposentado das funções.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)