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Correio da Manhã

Portugal
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Ex-professora presa por burla com pensões

Susana Gaspar, cabecilha do grupo criminoso, foi condenada a sete anos de cadeia.
Mário Freire 8 de Novembro de 2016 às 08:29
Susana Gaspar, cabecilha do grupo criminoso, foi condenada a sete anos de cadeia.
Uma ex-professora foi condenada pelo Tribunal de Coimbra a sete anos de prisão por liderar uma organização criminosa que emitia documentos para obtenção de pensões por doença ou invalidez que não existiam. Para além do crime de associação criminosa, Susana Gaspar foi também condenada por corrupção, falsificação de documentos e tentativa de burla tributária.

O esquema envolveu ainda um médico, uma antiga bancária e o marido ex-militar, que foram condenados a cinco anos de prisão por associação criminosa, pena que foi suspensa na sua execução.

Segundo o tribunal, o grupo funcionava como organização criminosa na angariação de clientes, elaboração de relatórios médicos e emissão de atestados médicos fraudulentos.

Uma antiga funcionária de um Governo Civil, que estava acusada de corrupção passiva e falsificação de documentos, foi condenada a quatro anos e três meses de pena suspensa.

Este megajulgamento sentou no banco dos réus 30 arguidos, alguns dos quais os beneficiários do esquema. Onze desses arguidos foram condenados a 15 meses de prisão, pena suspensa, por burla tributária. O Estado conseguiu recuperar cerca de 600 mil euros com o arresto (já executado) a contas bancárias e imóveis dos principais arguidos.

Durante a leitura do acórdão, o juiz destacou o papel das escutas telefónicas e a prova documental que fundamentaram os factos dados como provados.
João Almeida, advogado de Susana Gaspar, considera a pena de prisão "pesada".
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