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Correio da Manhã

Portugal
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Exame trocou contas

Os resultados da prova de aferição de Matemática do 4.º ano não deverão ser muito animadores. A avaliar pela opinião de alguns professores e alunos, o exame foi difícil e pouco relacionado com as matérias que foram dadas nas aulas.
19 de Maio de 2006 às 00:00
Os alunos acharam o teste difícil porque não saiu o que estudaram
Os alunos acharam o teste difícil porque não saiu o que estudaram FOTO: Bruno Colaço
“O questionário respeita o espírito mas não a letra do programa. Quem faz as provas está desligado da realidade do que é dado”, disse Alcides Canelas, vice-presidente do Agrupamento de Escolas das Olaias e docente do 1.º Ciclo. Uma das questões da prova do 4.º ano é um exercício em polegadas, que não consta dos conteúdos programáticos. Alguns professores referiram que a formação contínua em Matemática que tiveram durante o ano “baseou-se mais no cálculo e agora a prova quase só trata de resolução de problemas”. Os alunos, garantiram, “até sabem coisas mais difíceis, só que saiu o que não deram”.
Quem considerou a prova “difícil, porque não saiu o que demos nas aulas” foi João Bernardo, de 14 anos, aluno do 4.º ano da Escola do 1.º Ciclo n.º 142, em Lisboa. Nicole Filipa não se mostrou preocupada com o exame. A aluna de dez anos sabe que a aferição “é para avaliar os professores, mas deviam dar os resultados para sabermos se fizemos bem”.
O balanço de seis anos de provas de aferição não é positivo. “A aquisição de competências não está a melhorar”, disse Glória Ramalho, directora do Gabinete de Avaliação Educacional. O CM contactou o gabinete da ministra da Educação para um comentário, que não veio até ao fecho da edição.
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