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Correio da Manhã

Portugal
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Exames do 9º e 12º podem ser corrigidos à borla

O Ministério da Educação (ME) prepara-se para não pagar aos professores pela correcção dos exames nacionais do 9º e 12º ano. A denúncia partiu do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), que para já, afasta a possibilidade de greve. A tutela diz que ainda está a ponderar se vai ou não pagar.
24 de Maio de 2005 às 00:00
“Alguns professores ainda não tomaram consciência da situação”, alerta Vítor Godinho, do SPRC, convicto da perda do “direito de retribuição pelo trabalho suplementar”. Isto porque a norma que define estes critérios (02/ES/2005) está apenas acessível às escolas. Regra geral, professores e sindicatos só são informados em cima das datas dos exames.
Acontece que a norma agora em vigor, omite a alínea referente à retribuição por esta tarefa exterior à escola onde cada professor está vinculado e, muitas vezes, compromete o normal gozo das férias de Verão. “Com toda a certeza não será esquecimento”, diz o sindicalista. “Foi suprimida por ordem do ministério.”
Segundo disse ao CM a porta-voz do ME, Susana Lemos, “a questão do pagamento está a ser ponderada”. A única informação veiculada confirma, porém, que a omissão foi propositada e deixa tudo em aberto.
Desde o ano lectivo de 1995/96 que os professores são pagos para corrigir e classificação dos tradicionais exames nacionais do 12º ano. Acresce agora, pela primeira vez, a realização de exames do 9º ano. “Quase que se pode dizer, a quatro euros à peça” – valor fixado, para o ano passado, por despacho governamental –, diz Vítor Godinho.
Fazendo as contas ao último ano lectivo, e partindo do princípio que cada professor corrigiu um máximo de 20 exames – tal como está estipulado –, estiveram implicados cerca de 20 mil correctores para mais de 400 mil exames. Se o número se mantiver, acrescendo os cerca de 190 mil exames de 9º ano a corrigir por mais de nove mil professores, o Estado poupa cerca de 2,4 milhões de euros.
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