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Correio da Manhã

Portugal
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Exercício “bem-sucedido”

Terminou ontem com "um balanço muito positivo" o primeiro exercício internacional de Protecção Civil realizado em Portugal. O PTQUAKE 09 serviu para testar a resposta de 24 entidades portuguesas e forças de Espanha, França e Grécia na resposta a um sismo.

7 de Maio de 2009 às 00:30
Antigas instalações petroquímicas de Lisboa foram um dos cenários
Antigas instalações petroquímicas de Lisboa foram um dos cenários FOTO: Sérgio Lemos

Ontem, realizaram-se quatro simulacros, em Lisboa e em três zonas do concelho do Barreiro.

Presente no centro de comando instalado na Base Aérea de Sintra, o ministro da Administração Interna sublinhou que a simulação do sismo "vai permitir a conclusão do Plano de Resposta a Sismos da Área Metropolitana de Lisboa e Concelhos Limítrofes, que permite que cada entidade saiba exactamente o que fazer em caso de um evento real".

Arnaldo Cruz, presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil, sublinhou o "excelente entendimento entre as várias forças".

"NENHUM PAÍS ESTÁ TOTALMENTE PREPARADO" (Gil Martins, Comandante Operacional da Autoridade Nac. Protecção Civil)

Correio da Manhã – O que é que foi testado no exercício de resposta a sismos, que decorreu nos últimos dois dias?

Gil Martins – Entre outras coisas, o PTQUAKE09 serviu para exercitar a capacidade de planeamento operacional e de acolhimento das equipas internacionais e das Regiões Autónomas. Pusemos à prova a capacidade de resposta e coordenação de 24 entidades.

– Como correu a ligação das forças portuguesas com as equipas internacionais?

– A participação das equipas de França, Espanha e Grécia, que trabalharam em interligação com as equipas portuguesas, foi uma mais-valia. Ganhámos todos consciência das nossas limitações na resposta a eventos de grande dimensão. Hoje em dia, não há nenhum país que esteja totalmente preparado para responder sozinho a um acontecimento destes. A cooperação internacional é um factor-chave.

– Que passos serão dados após este exercício?

– A partir daqui, temos um trabalho imenso a fazer no que diz respeito à informação e sensibilização dos cidadãos, que é uma missão que nunca está terminada. Estamos a lançar o programa ‘Paper’, que tem a ver com o papel dos cidadãos na problemática do risco. É um trabalho ambicioso, mas a preparação de um país para uma situação de crise faz-se com os cidadãos.

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