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Correio da Manhã

Portugal
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Exército reconstrói Líbano

O contingente português da Arma de Engenharia, estacionado no Sul do Líbano, começa a partir desta semana a principal missão: a reconstrução de infra-estruturas no país.
14 de Janeiro de 2007 às 00:00
Para trás, desde 24 de Novembro, quando os militares portugueses chegaram àquele país do Médio Oriente, ergueram as instalações onde ficarão alojados durante a missão, bem como de outras construções para a força das Nações Unidas no Sul do Líbano, a FINUL.
“A partir da próxima semana o contigente vai dedicar-se a 100 por cento à sua principal missão”, disse o comandante dos 141 militares portugueses, tenente-coronel Firme Gaspar.
A força portuguesa de Engenharia vai construir e reconstruir estradas, aeroportos e estruturas várias de apoio às populações. Igualmente vai proceder à preparação de terrenos para outro tipo de construções. Para tanto, Firme Gaspar tem reunido com responsáveis autárquicos para avaliação das necessidades mais prementes.
Por outro lado, desde que terminaram os trabalhos no acampamento e saíram para outros pontos no Sul do país, os nossos militares passaram a contactar mais com as populações locais, um contacto que se tem revelado “amistoso”, “sem qualquer tipo de hostilidade” e até interessado. As populações locais já identificam os militares portugueses pela bandeira, sabem uma ou outra palavra no nosso idioma e o nome que mais conhecem é o de Figo, o futebolista português, de acordo com Firme Gaspar.
Dos outros contigentes da FINUL têm chegado elogios ao trabalho da nossa tropa e chegam a pedir que sejam os portugueses a fazer determinada construção.
Quanto ao risco de minas e munições por explodir, Firme Gaspar afirmou que os trabalhos seguem a bom ritmo e apenas se verificou “um ou outro incidente, sem gravidade”, com os elementos das equipas de desminagem.
INSTALAÇÕES ERGUIDAS NO MEIO DO NADA
As instalações do contigente português de Engenharia no Sul do Líbano situam-se em Shama, uma pequena aldeia a seis quilómetros do quartel-general da FINUL, em Naqura.
Quando os nossos militares ali chegaram, o local “era um descampado, sem qualquer instalação fixa”, e foi preciso começar por colocar plataformas, dada a inclinação do terreno, e construir as instalações dos militares e outras estruturas necessárias, como o comando, cantina, cozinha e um parque de estacionamento.
Praticamente todo o primeiro mês os militares viveram em tendas, mas na semana do Natal foram instalados nos contentores de alojamento, entretanto chegados com o resto do material pesado.
Depois das instalações concluídas, os militares, em seis equipas, foram encarregados da construção de outras instalações da FINUL e estruturas essenciais, como um heliporto, em vários locais do Sul do Líbano.
“O moral está elevado”, afirmou o tenente-coronel Firme Gaspar, comandante da força.
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