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Correio da Manhã

Portugal

Exibiu pénis na Basílica

A Basílica tinha poucos fiéis. A maioria dos peregrinos assistia ainda à missa na Capelinha das Aparições – e o jovem casal Ana e João (nomes fictícios) aproveitava o momento de sossego para uma oração. De repente, Ana sentiu alguma coisa tocar no seu corpo e, ao olhar para trás, viu um homem a exibir o pénis.
3 de Maio de 2006 às 00:00
A cena foi acompanhada de perto por João, que reagiu de imediato: deteve o indivíduo e chamou a Polícia. Ana, sentiu-se mal, desmaiou – e acabou por ser assistida pelos Bombeiros Voluntários de Fátima, que a transportaram para o Centro de Saúde de Ourém, onde foi observada pelo médico de serviço. Teve alta médica pouco depois.
A visita ao Santuário de Fátima do jovem casal, de 25 e 29 anos, residente em Braga, acabou mal. O momento de oração e reflexão foi interrompido pela imagem do agressor, que não lhes saía da cabeça.
A hora de almoço foi mal passada, enquanto o casal decidia o que fazer. Já de tarde, e recuperados da situação insólita que viveram, Ana e João dirigiram-se à esquadra da PSP na Cova da Iria, onde formalizaram uma queixa contra o indivíduo, que, entretanto, foi identificado e interrogado pelos agentes.
O exibicionista tem 39 anos, reside com os pais em S. Mamede, no concelho da Batalha, e aparenta ter uma anomalia psíquica, conforme apuraram as autoridades policiais.
Depois de identificado e constituído arguido, prestou termo de identidade e residência e está em liberdade enquanto aguarda o desenrolar do processo. O indivíduo poderá ser acusado de um crime de actos exibicionistas, punido com pena de prisão até um ano ou, em alternativa, com pena de multa até 120 dias.
QUEIXA NA PSP
Em declarações à PSP, o exibicionista negou ter mostrado o sexo a Ana, mas confirmou que lhe tocou no rabo, mas com os dedos. “Disse que tinha as mãos nos bolsos das calças e esticou os dedos até tocarem no corpo da vítima”, relatou ao CM fonte policial.
Ana desmente o exibicionista e garante que, ao voltar-se para trás, viu o pénis do arguido fora da braguilha. Por isso, sentiu-se assediada e apresentou queixa às autoridades.
O processo foi enviado ao Ministério Público, que decidirá o destino a dar ao inquérito, mandando-o arquivar ou deduzindo acusação. Os responsáveis pelo Santuário de Fátima não comentaram este caso de insegurança no recinto.
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