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Correio da Manhã

Portugal
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Exigem 700 mil euros para libertar português

Os raptores de um comerciante português sequesatrado há uma semana exigem um resgate de quatro milhões de bolívares fortes (aproximadamente 700 mil euros) pela sua libertação, noticia a imprensa venezuelana.
7 de Outubro de 2011 às 00:25

"Quatro milhões de bolívares (fortes) é a quantia que pedem os sequestradores para libertarem um comerciante português raptado na noite da passada quinta-feira", na localidade de Los Teques, no Estado venezuelano de Miranda, a sul de Caracas, diz o diário "La Región".  

Sem identificar o comerciante, o diário explica que foi sequestrado "no sector Lagunetica, quando saia do seu negócio" e que "os sequestradores comunicaram com os familiares e disseram que deveriam pagar (...), caso contrário continuaria cativo".  

Por outro lado, o diário "La Voz" precisa que, "até agora, os familiares não realizaram uma denúncia formal", mas o caso é do conhecimento do Corpo de Investigações Científicas Penais e Criminalísticas, que iniciou as respectivas investigações.   

Sobre as investigações, o "La Región" revela que os indícios apontam para um conhecido delinquente conhecido pela alcunha de 'El Portugués', implicado na maior parte dos sequestros locais.  

Na quarta-feira, o mesmo jornal denunciou que em San Pedro de Los Altos (Los Teques) pelo menos uma dezena de comerciantes foram sequestrados por se recusarem a pagar uma 'vacuna' (uma espécie de tributo) mensal de 50 mil bolívares fortes (aproximadamente 8.800 euros) para não serem raptados. 

Segundo o "La Región", pelo menos 30 famílias estão a pagar 'vacuna'  e, citando uma das fontes, explica que se os cidadãos "não pagarem o que lhes pedem correm o risco de ser sequestrados ou de algum familiar ser agredido". Acrescenta ainda que no caso dos donos de estabelecimentos comerciais, o valor a pagar é mais alto porque paga pela segurança pessoal e pelo comércio. 

Fontes não oficiais confirmaram à Agência Lusa que na localidade residem várias famílias de agricultores portugueses, que vivem atemorizados pela situação e que receiam o que podem acontecer aos filhos, evitando muitas vezes sair das suas residências para não correrem riscos.  

Fontes da comunidade lusa local dão conta que em Setembro último, no espaço de uma semana, foram sequestrados nove portugueses na localidade.

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