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Correio da Manhã

Portugal
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Explosão arrasa vivenda

Uma fuga de gás é a causa mais provável para a explosão, seguida de incêndio, que arrasou literalmente uma habitação de rés-do-chão e primeiro andar, ontem de manhã, em Arrancada do Vouga, concelho de Águeda. Apesar de tudo indicar que se tratou de um acidente, a PJ de Aveiro foi chamada a investigar as causas da explosão.
4 de Maio de 2007 às 00:00
Os quatro habitantes da casa, entre eles uma criança de 6 anos, saíram praticamente ilesos – apenas a dona da casa, Helena, de 40 anos, foi assistida no hospital devido a ferimentos numa perna.
A manhã de ontem prometia ser mais uma como qualquer outra para a família Reis, que habitava a vivenda há cerca de sete anos. O primeiro a levantar-se, pelas 07h00, foi Aníbal Reis, 40 anos, motorista numa empresa de parafusos e, como é hábito, foi à casa de banho. “Abri a torneira da água quente e deu-se a explosão”, conta.
De acordo com o proprietário, os momentos seguintes foram de pânico completo: “Passado o primeiro impacto, que me deixou atordoado, ouvi o meu filho – que estava no quarto com a minha mulher – a pedir para o tirar dali. A parede estava tombada, mas consegui levantar uma parte. O menino saiu por um buraco e depois tirei de lá a minha mulher, que estava trilhada por uma perna.”
A quarta ocupante da casa, Idalina, de 70 anos, sogra de Aníbal, saiu pelo próprio pé. “Quando os vi todos cá fora, a salvo, é que percebi que íamos ficar sem a casa”, refere.
Os Bombeiros de Águeda chegaram em seguida e em pouco mais de uma hora extinguiram as chamas. Segundo os técnicos da Protecção Civil Municipal, a “habitação está irrecuperável e em risco de derrocada, pelo que será demolida”.
HABITAÇÃO SERÁ DEMOLIDA
A família Reis perdeu tudo na explosão e vai ficar alojada, nos próximos tempos, em casa dos pais de Aníbal. Metade da vivenda veio abaixo logo que se deu o rebentamento – audível num raio de vários quilómetros – e o restante, depois de consumido pelo fogo, ficou em risco iminente de derrocada. Aníbal Reis afiança que a casa, apesar de ter cerca de 40 anos, foi remodelada há sete anos, quando a família para lá se mudou.
A possível origem da explosão será, de acordo com o proprietário, uma fuga de gás, proveniente da garrafa de butano que, a partir da cave, alimentava o esquentador. O único seguro que tem é para o recheio, pelo que o proprietário estima que terá de arcar com todos os prejuízos, superiores a 200 mil euros. Para além da casa e de um automóvel, a explosão danificou também um bar, ao lado da vivenda, explorado pela família.
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