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Correio da Manhã

Portugal
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EXPLOSÃO MATA UM E FERE CINCO

Um morto e cinco feridos, um deles grave, é o balanço de uma explosão de foguetes no arraial das festas de S.Pedro, em Sobreira, Paredes.
5 de Julho de 2004 às 00:00
A tragédia ocorreu sábado, cerca das 23h50, quando um dos foguetes em vez de subir caiu sobre um molhe de outros foguetes que estavam por perto preparados para o lançamento.
A vítima mortal é João André, 32 anos, casado, pai de dois menores. O dono da empresa de pirotecnia está internado no Hospital de S.João, no Porto, com ferimentos graves.
“A explosão foi tão violenta que num raio de 300 metros partiu os vidros de algumas casas e cafés”, contou ao CM Luís Ribeiro, que na ocasião estava no interior do Café da Curva.
“Toda a gente ficou apavorada. Corri para o local da explosão assim que vi a nuvem de fumo negro, e fiquei impressionado quando reparei que no chão, estendido e já sem vida, estava um homem, que sangrava muito da boca e do nariz, e, perto dele, os feridos”, acrescentou Luís Ribeiro.
Dos cinco feridos, todos pirotécnicos, dois deles tiveram alta do Hospital de Penafiel, onde ainda estão internados mais dois com alguma gravidade. O ferido mais grave, dono da fábrica de pirotecnia, foi transferido para o Hospital de S.João, no Porto. Nas operações de socorro estiveram os bombeiros de Cête com 20 homens e sete viaturas.
VIÚVA COM DOIS FILHOS
Maria José Teixeira, de 32 anos, é a viúva de João André. Mãe de dois filhos menores, um com cinco anos, e outro, um bebé de cinco meses, não consegue conter as lágrimas quando nos conta como soube da tragédia.
“Estava já a dormir quando vieram a minha casa dar a triste notícia. Sinceramente, não quis acreditar. Mas depois veio a confirmação da tragédia”, disse Maria José Teixeira.
“O João era carpinteiro, mas ajudava sempre o meu pai nos arraiais. Não foi a primeira vez. Já estava habituado. E sempre que eles iam para qualquer lado trabalhar nunca me afligia. Desta vez, tive alguns pressentimentos maus. Infelizmente, confirmaram-se”, afirmou Maria José Teixeira.
Rodeada por alguns familiares, a viúva ainda não fez contas à vida, mas foi dizendo que daqui para diante tudo será diferente. A sua principal preocupação são os filhos. O mais velho ainda conheceu e conviveu com o pai, mas o novo, uma criança de tenra idade, crescerá e viverá sem ter conhecido o seu progenitor, que morreu a trabalhar.
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