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Correio da Manhã

Portugal
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Extravio impediu notificação de Vale e Azevedo

As dificuldades da justiça portuguesa em notificar o ex-presidente do Benfica João Vale e Azevedo devem-se a um extravio dos correios britânicos.
19 de Fevereiro de 2009 às 14:57
Vale e Azevedo continua em Inglaterra
Vale e Azevedo continua em Inglaterra FOTO: d.r.

'Tratou-se de um erro genuíno porque a carta veio enderaçada para aqui (escritório de advogados) e eu reencaminhei para o Dr. Azevedo, mas pelos vistos ficou pelo caminho', afirmou o defensor de Vale e Azevedo, Edward Perrott.

O Tribunal da Boa-Hora enviou recentemente uma notificação para o ex-presidente do Benfica comparecer na audiência para definir o cúmulo jurídico de todas as penas de prisão, mas não recebeu resposta.

Perrott negou qualquer outro tipo de intenções e considerou que a justiça portuguesa 'agiu correctamente' ao enviar a notificação. No entanto, 'pelos vistos havia um talão vermelho que precisava de ser devolvido', que não foi porque a carta se extraviou os correios britânicos após o reenvio para Vale e Azevedo.

O advogado garantiu que está a tentar resolver a situação, rejeitando que o seu cliente esteja desaparecido e assumindo as responsabilidades do episódio.

Vale e Azevedo permanece sob termo de identidade e residência no Great Forest Hotal, sem passaporte nem autorização de viajar para o estrangeiro. O ex-presidente do Benfica aguarda a apreciação do recurso para o Supremo Tribunal de Justiça britânico à extradição para Portugal, cuja audiência continua ainda sem data marcada.

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