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Fábrica tem mais de vinte multas

A fábrica de explosivos Moura Silva e Filhos, da Póvoa de Lanhoso, onde anteontem uma explosão na área de queima de resíduos vitimou dois trabalhadores, foi, nos últimos oito anos, alvo de mais de duas dezenas de processos de contra-ordenação, por alegado incumprimento das regras do transporte de materiais explosivos, nomeadamente ausência de escolta policial em quantidades superiores a 500 quilos.

19 de fevereiro de 2010 às 00:30

Quase todos os processos relativos a essas coimas deram entrada e foram julgados no Tribunal da Póvoa de Lanhoso e desses, oito, após condenação em primeira instância, foram alvo de recurso para a Relação.

No entanto, fonte da PSP de Braga, que está encarregue da fiscalização de entradas e saídas de explosivos desta que é a maior das três fábricas do género em Portugal, disse ao CM que "esta empresa está equipada com a mais alta tecnologia e cumpre todas as normas de segurança".

O Ministério Público ordenou a realização de um inquérito, com vista a apurar as causas do acidente, determinando que seja levado a cabo pela GNR. Os corpos das duas vítimas mortais, Alice Oliveira e Adelino Rodrigues, foram ontem autopsiados. Os funerais realizam-se hoje.

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