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Correio da Manhã

Portugal
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FALHA ASSISTÊNCIA EM AUTO-ESTRADA

Um condutor com o azar de sofrer um furo quando circula em auto-estrada, num domingo, arrisca-se a ser rebocado ou decide-se a circular com pneu de emergência, à velocidade máxima de 80 quilómetros por hora. Isto porque as áreas de serviço, concessionadas pela Brisa, não têm serviço de apoio aos automobilistas durante o fim-de-semana e as “entidades terceiras” com quem fonte oficial da Brisa garante existir acordo nem sempre se revelam acessíveis.
1 de Junho de 2004 às 00:00
O caso, aqui apresentado como exemplo, passou-se com M.D., 37 anos, que viajava entre Porto e Lisboa quando sofreu um furo, cerca das 17h30 de um domingo recente, ao quilómetro 219 da A1, próximo da área de serviço da Mealhada.
Ligado o número de emergência da Brisa, 808 508 508, como resposta ao pedido de auxílio, o condutor diz ter ouvido o seguinte do funcionário da Brisa: “eles [outros condutores] às vezes até nas nossas viaturas batem”.
Ainda assim pediu auxílio. O pior estava para vir. Pensava deslocar-se à área de serviço, mas o funcionário da Brisa preveniu-o de que lá não haveria pneus para trocar (o veículo em causa é munido de um pneu de emergência, para distâncias curtas, à velocidade máxima de 80 quilómetros por hora). Em contrapartida, o funcionário forneceu o contacto de uma oficina, cujo proprietário “às vezes, faz entrega e muda o pneu na área de serviço”.
Chamados os dois números, não obteve resposta, repetindo-se o mesmo nas áreas de serviço da Mealhada e de Leiria, e nos números de oficinas existentes em Coimbra.
“É domingo”, era a desculpa mais repetida. O condutor não teve alternativa a fazer o percurso até Lisboa com o pneu de emergência, demorando quatro horas para um percurso que normalmente se faz em duas.
Fonte oficial da Brisa explicou ao CM que as áreas concessionadas se comprometem a prestar assistência automóvel, “entre as 9h00 e as 18h00, de segunda a sexta-feira”, acrescentando que “fora destes horários há entidades com as quais está convencionada assistência 24 horas por dia”. Nesse sentido, aconselha a que “se o sistema falhar, os lesados devem reclamar”, defendendo que “por alguma razão a empresa tem um serviço de reclamações”.
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