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Correio da Manhã

Portugal
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Falha correio por falta de acompanhamento da PSP

O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, anunciou esta quinta-feira que os CTT vão deixar de fazer distribuição no bairro social de Paradinha, por a PSP não continuar a disponibilizar agentes para acompanhar o carteiro.
5 de Janeiro de 2012 às 17:52
Fernando Ruas anunciou suspensão de distribuição de cartas
Fernando Ruas anunciou suspensão de distribuição de cartas FOTO: Lusa

O serviço de distribuição do correio no Bairro de Paradinha é, desde há cerca de um ano, possível apenas com a presença de agentes da PSP. Em Dezembro, o director do serviço de distribuição dos CTT de Viseu, José Pereira, explicou à agência Lusa que esta situação surgiu depois de diversas ameaças e tentativas de agressão ao carteiro responsável pela distribuição de correio naquele bairro.  

"Acabei de receber uma posição dos Correios a dizer que, por força de a polícia não continuar a assegurar a sua ida, vão deixar de fazer a distribuição naquele bairro", revelou hoje Fernando Ruas aos jornalistas.  

O autarca admitiu que se trata de um bairro "muito sensível" e, por isso, foi renovado o acordo de colaboração com a Cáritas Diocesana para o Centro Comunitário de Paradinha, que representa uma ajuda da Câmara de 17.500 euros. "Temos consciência de que a Cáritas tem ali feito um papel extraordinário", sublinhou, acrescentando que há muito anda "inquietado com a segurança do bairro". 

Fernando Ruas lembrou que, já na altura em que foi celebrado o Contrato Local de Segurança para o centro da cidade de Viseu, defendeu que este instrumento deveria ser alargado a situações como a de Paradinha. "A segurança do bairro preocupa-me em todas as suas dimensões, não apenas na distribuição do correio, que é um serviço que fica disponível, apesar de tudo", afirmou, explicando que os residentes do bairro, em vez de terem o correio em casa, passam a ter de o ir levantar à estação dos CTT.  

Segundo o autarca, os CTT já solicitaram uma reunião à Câmara para falar sobre esta situação. Fernando Ruas vai também questionar a PSP sobre o motivo da sua decisão, nomeadamente se foi por falta de efectivos.  

A Lusa contactou a PSP tendo o comandante informado que não se pronuncia sobre este assunto. 

O bairro de Paradinha é habitado por mais de duas centenas de pessoas, em 104 habitações, sendo que, a uma larga percentagem dos residentes, está atribuído o Rendimento Social de Inserção (RSI). Foi originalmente construído pela Câmara de Viseu, há cerca de 15 anos, para alojar famílias que viviam em bairros degradados da cidade.

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