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Correio da Manhã

Portugal
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"Falhou redondamente": Diocese do Porto critica justiça no caso da freira assassinada e violada

Maria Antónia foi violada após ter sido asfixiada, com recurso ao golpe 'mata-leão', no passado dia 8 de setembro.
Correio da Manhã 17 de Setembro de 2019 às 17:00
D. Manuel Linda, Bispo do Porto, celebrou a Missa da Bênção das Pastas, na Avenida dos Aliados
Alfredo Santos ficou em preventiva pela morte e violação de Tona.
D. Manuel Linda, Bispo do Porto, celebrou a Missa da Bênção das Pastas, na Avenida dos Aliados
Alfredo Santos ficou em preventiva pela morte e violação de Tona.
D. Manuel Linda, Bispo do Porto, celebrou a Missa da Bênção das Pastas, na Avenida dos Aliados
Alfredo Santos ficou em preventiva pela morte e violação de Tona.

O Bispo do Porto, D.Manuel Linda, criticou profundamente o sistema judicial no caso da freira assassinada e violada no passado dia 8 de setembro, em S. João da Madeira.

Numa mensagem partilhada no site da Diocese do Porto, D. Manuel Linda considerou, numa reflexão dividida em três pontos, todos os orgãos, que segundo o Bispo, "falharam redondamente", evitando a morte de mais uma mulher às mãos de um "agressor depravado".

No primeiro ponto D. Manuel Linda coloca em causa o sistema prisional questionando para que servem na realidade as prisões, se são "centros de recuperação" ou "escolas do crime requintado".

De seguida critica a ação da Justiça, que segundo o bispo "falhou redondamente", não atuando a tempo de proteger a freira Maria Antónia, conhecida como "Tona". Como tal, para D. Manuel Linda alguém tem de ser responsabilizado.

No último ponto, o Bispo deixou vários recados a políticos e organizações defensoras dos direitos humanos e feministas por não defenderem publicamente a violação e homicído de uma religiosa:

"Nenhum organismo que diz defender os direitos humanos, nenhuma feminista veio condenar o ato. porque, para elas (e para eles…) as vidas perdem valor se se tratar de pessoas afetas à Igreja", termina. 

Crime violento

O corpo de "Tona" foi encontrado pelo irmão do assassino no passado dia 8 do presente mês. A freira aproveitou-se da bondade de Antónia Pinho para lhe pedir boleia até casa e nunca desconfiou do perigoso cadastrado, em liberdade condicional há três meses. Aceitou tomar um café na casa do assassino, em S. João da Madeira, que a aliciou a entrar para agradecer a boleia.

"Tona" tentou fugir quando percebeu que o cadastrado queria manter relações sexuais, mas não conseguiu escapar: foi asfixiada até à morte, com um golpe de mata-leão (estrangulamento pelas costas com o braço no pescoço). Alfredo, toxicodependente conhecido pela alcunha de Tito, violou depois a vítima, já cadáver e que jazia na sua cama, e abandonou a habitação onde vivia com a mãe. 

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