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Correio da Manhã

Portugal
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Falsa bomba na escola

Ontem viveram-se momentos de grande emoção à porta da escola E.B. 2/3 dr.º António de Sousa Agostinho, em Almancil. Dois alunos foram evacuados, em ambulância, para o Centro de Saúde local e dezenas de encarregados de educação protagonizaram cenas de histeria.
9 de Novembro de 2007 às 00:00
Uma das alunas foi evacuada pelos bombeiros queixando-se de um braço
Uma das alunas foi evacuada pelos bombeiros queixando-se de um braço FOTO: Rui Pando Gomes
Uma falsa ameaça de bomba, através de um telefonema anónimo para aquele estabelecimento de ensino, cerca das 12h30, obrigou à evacuação para o campo de jogos de cerca de meio milhar de alunos que, na altura, estava na escola.
Os encarregados de educação foram-se acumulando, às dezenas, junto ao portão da escola, impedidos por uma força da GNR de acederem ao seu interior. A falta de informação do que se passava na escola e o facto de não evacuarem as crianças do edifício gerou a revolta. “Vim buscar as minhas duas netas, Sofia de 11 anos e Inês de 9, não me deixam entrar na escola, nem me dão informações sobre o que se está a passar”, protestava António Moreira, um dos muitos familiares dos alunos, que temia pela integridade das crianças. “Estão à esperava que rebente a bomba, para as deixarem sair?”, perguntava.
Só depois da Equipa de Desactivação de Explosivos da GNR ter procedido à inspecção a toda a escola, os alunos puderam vir para o exterior.
Muitos choros, alguns desmaios e a necessidade de chamar duas ambulâncias que, estranhamente, não tinham sido activadas para o local (compareceram apenas sete bombeiros com uma viatura de fogo). Dois alunos foram assistidos, um deles com uma luxação num braço.
“Mandaram-nos ir para o campo de jogos e depois para o pavilhão, mas não nos disseram o que se estava a passar, o que nos assustou”, contou ao CM, Nuno Guerreiro, de 11 anos, aluno do 5.º ano, muito choroso, abraçado à irmã, e que garantia não querer “ir mais à escola”.
Virgínia Palhares, presidente do Agrupamento Vertical de Almancil, explicou que, após dois telefonemas anónimos para a escola, espaçados em cerca de 10 minutos, por uma voz de homem, a fazer a ameaça de bomba, “foi desencadeado o plano que temos ensaiado várias vezes e alertadas as autoridades”.
A docente garantiu que a evacuação para o campo de jogos “funcionou exemplarmente” e que a confusão foi gerada pelos pais por “não acompanharem os exercícios que, regularmente, efectuamos”.
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