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‘Falsa juíza’ confirma esquema

A “falsa juíza” confirmou esta quarta-feira ao colectivo do Tribunal São João Novo, no Porto, o esquema que usou para burlar 181 instituições e mostrou-se “muito arrependida”.

17 de setembro de 2008 às 18:04

Olga A. recorria a contas bancárias de pessoas conhecidas, ou outras que a  procuraram em busca de benefícios, para depósitos das quantias pedidas às empresas que contactava. A uma das pessoa implicadas neste esquema, que está também a ser julgada, o arguida confirmou que pedia  o Número de Identificação Bancária (NIB), alegando que “precisava de um crédito”. “Fiquei com a caderneta dela para os fins que fiz, e dos quais estou muito arrependida, ela não sabia de nada do que se estava a passar”, disse Olga A.

Fazendo-se passar por advogada, solicitadora, juíza e inspectora das finanças, a arguida, de 41 anos, confessou ao tribunal algumas das burlas que praticou. Olga A. recorria  editais de jornais, ou listas telefónicas, para descobrir empresas com dívidas ao Estado, as quais contactava pedido dada quantia para a regularização da situação. Depois, abria contas bancárias em nome de outras pessoas, nas quais depositava as quantias extorquidas.

No total, entre Abril de 2003 e Fevereiro de 2005, a arguida conseguiu extorquir mais de 150 mil euros, segundo a acusação. Olga A. já tinha sido julgada em condenada em Novembro de 2007 por crimes de burla, tendo sido condenada a uma pena de quatro anos e seis meses de prisão.

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