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Correio da Manhã

Portugal
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Falso PJ em tribunal

Um homem de 51 anos está a ser julgado no Tribunal de Paredes por vários crimes de coacção, usurpação de funções, falsificação de documentos, ameaças e burla.
29 de Março de 2008 às 00:30
Quinquagenário é julgado por coagir e burlar várias pessoas
Quinquagenário é julgado por coagir e burlar várias pessoas FOTO: d.r.

O arguido é acusado de se fazer passar por investigador privado, inspector da Polícia Judiciária, da GNR e da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), com o objectivo de receber dinheiro ou favores sexuais, em troca de uma suposta protecção das autoridades.

Agostinho Leal foi detido em finais de 2006 pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Penafiel, depois de um ano de investigação motivada por queixas de várias vítimas que implicavam um indivíduo que se intitulava de inspector.

Em buscas domiciliária e a veículos do suspeito, foram apreendidos, para além de coletes semelhantes aos das autoridades, um automóvel com pirilampos e um dístico falsificado, que o terão ajudado nas suas alegadas usurpações de identidade.

A Polícia Judiciária constituiu--se assistente da acusação neste processo, uma vez que a estrutura policial entendeu que as alegadas usurpações de identidade do indivíduo denegriram a imagem da instituição.

A ex-companheira do arguido, que se encontra com pulseira electrónica, também se juntou à acusação do Ministério Público.

Oquinquagenário terá colocado anúncios em revistas eróticas para "alugar" a mulher em festas de trocas de casais, para além de encomendar ouro por correio com a identidade da ex-companheira.

No que diz respeito ao crime de usurpação de funções, Agostinho Leal é acusado de iludir mulheres em situações pessoais difíceis ou problemas conjugais, prometendo "ajudar" junto das Finanças ou das autoridades de fiscalização, resolvendo os problemas em que estavam envolvidas. Em troca, o arguido terá pedido dinheiro ou favores sexuais.

Num dos casos, o suspeito terá abordado uma vítima de Paredes envolvida num processo judicial, oferecendo-lhe, em troca de dinheiro, o arquivamento do caso.

No início de 2006, o arguido foi baleado numa perna, supostamente no âmbito de um ajuste de contas, tendo então alegado junto do hospital e dos Bombeiros que o assistiram, na altura, que era agente da GNR e que fora atingido em serviço.

Agostinho Leal encontra-se ainda indiciado por ter intimidado proprietários de restaurantes – em falta para com as normas de segurança alimentar – a pagar-lhe favores.

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