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Correio da Manhã

Portugal
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Falsos polícias vão para a cadeia por atacar ‘casas de passe’

Lavada em lágrimas a jovem, de 18 anos e grávida do primeiro filho, confessou ao juiz de instrução criminal os, pelo menos, oito ataques a ‘casas de passe’, desde Setembro do ano passado, no Grande Porto. Admitiu que, juntamente com o namorado, de 24 anos e que também confessou os crimes, e um outro casal, fingiram ser polícias. Ficaram todos em prisão preventiva.
5 de Janeiro de 2012 às 01:00
Após serem ouvidos no TIC do Porto, os dois casais foram levados para a cadeia
Após serem ouvidos no TIC do Porto, os dois casais foram levados para a cadeia FOTO: Manuel Vitoriano

Os interrogatórios no Tribunal de Instrução Criminal tiveram início por volta das 14h00 e duraram algumas horas. Apenas a jovem grávida e o namorado revelaram todos os crimes que cometeram, os restantes dois cúmplices remeteram-se ao silêncio. Antes ainda de entrar para a sala do tribunal o grupo todo chorou, e por diversas vezes afirmaram estar arrependidos.

Já diante do magistrado a jovem grávida terá dado a mesma justificação para os roubos, que já tinha dado à Polícia Judiciária: o desespero. Disse não ter dinheiro para sobreviver e que ela e os restantes ladrões assaltaram as ‘casas de passe' e ainda num quiosque na rua da Alegria, por necessidade. Os assaltos acabaram por se tornar numa forma fácil de ganhar dinheiro e o grupo começou a atacar cerca de duas vezes por mês.

Recorde-se que o grupo entrava nas casas de massagens e dizia ser da PSP. Chegavam mesmo a mostrar crachás semelhantes aos usados pelos agentes. Depois usavam réplicas de armas para obrigar os clientes e as massagistas a entregarem todos os objectos de valor.

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