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Correio da Manhã

Portugal
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FALTA DE DOCENTES ATRASA FORMAÇÃO DE OFICIAIS

Em vésperas das comemorações do Dia Mundial do Mar (27 de Setembro), Portugal não garante a formação de oficiais da Marinha Mercante e de quadros superiores para o sector marítimo e portuário" - a denúncia parte da Direcção da Associação de Alunos da Escola Náutica Infante D. Henrique, tendo o seu presidente, Élio Figueiredo, referido ao CM que "os estudantes estão preocupados com o atraso do início do ano lectivo, previsto para ontem (dia 23) mas que foi adiado, por falta de pessoal docente".
23 de Setembro de 2002 às 20:31
"A Associação de Alunos contactou a tutela por diversas vezes e está preocupada com a situação, pois sabemos que ainda não existem condições que garantam a distribuição docente - cerca de 30% dos professores contratados no ano lectivo passado ficaram este ano sem contrato -, ou os horários escolares até ao final do mês, data para a qual foi adiada a abertura do ano lectivo", sublinhou Élio Figueiredo, para quem "a Escola corre mesmo o risco de não abrir as portas este ano".

Este receio é, contudo, considerado "infundado" pelo director da Escola Naútica, João Reverendo da Silva, que garantiu ao CM que a abertura do ano escolar ocorrerá "a 30 do corrente". "O atraso deve-se apenas à tramitação do processo administrativo de contratação de 20 professores convidados, num universo total de 78 docentes", explicou.

Para a associação "a questão reveste-se de uma importância nacional, pois a escola é a única instituição que garante a formação de oficiais para a Marinha Mercante e outros quadros especializados".

"Os alunos sentem directamente os efeitos da distância entre o sector político e aquele em que se inserem, bem patente, aliás, no simples facto de não existir viagem de treino de mar há dois anos, por questões orçamentais", adiantou Élio Figueiredo.

A associação está a preparar "uma acção de protesto para o Dia do Mar junto do Ministério dos Transportes (que é quem garante o financiamento da escola), se até essa data não estiver garantido o normal funcionamento do ano escolar" na Infante D. Henrique, que em 2001/02 teve perto de 600 alunos. O Ministério está a reunir informações sobre a situação, informou a Lusa.
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