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Correio da Manhã

Portugal

Família alimenta raposa após fogo em Monchique

Animal, que vive no meio da zona ardida, passou a ser visita diária.
José Carlos Eusébio 14 de Setembro de 2018 às 01:30
Jorge Gaspar e a Juliana
Jorge Gaspar e a Juliana
Jorge Gaspar e a Juliana
Foi logo após o incêndio que arrasou a serra de Monchique, no início de agosto, que a raposa começou a ser vista junto da casa de Jorge Gaspar e Graça Nunes. O animal estava esfomeado e foi-se aproximando cada vez mais dos moradores, que, condoídos pelo seu estado faminto, decidiram dar-lhe comida. Desde então, a raposa, entretanto batizada com o nome de Juliana, passou a fazer visitas diárias. Todas as noites, por volta das 22h00, surge do meio da escuridão e da floresta ardida para comer.

"Hoje a ementa foi frango, mas já tem comido entrecosto e bifes de peru. Damos sempre uma cozedurazinha à carne. Acho que ela já está mal habituada...", conta Jorge Gaspar, que, tal como a mulher e os filhos Bernardo, de 12 anos, e Rodrigo, de apenas 8, conseguiram conquistar a confiança da raposa, a quem dão comida à mão. "É triste ela aproximar-se por ter fome, mas acaba por ser um gesto de carinho da nossa parte", frisa ao CM Graça Nunes.

O pequeno Bernardo conta ainda que "a Juliana costuma roubar coisas e depois temos de ir atrás dela", adiantando que "já levou um chinelo, uns óculos de mergulho e um tubo".

Em redor da casa da família, entre Monchique e Alferce, a devastação é completa, só existindo floresta ardida. A própria habitação também foi atingida pelas chamas, sofrendo danos que estão agora a ser reparados. A família não vive em permanência nesta casa na serra, mas, em caso de ausência, os vizinhos já lhes prometeram que vão continuar a alimentar a raposa.

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