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Correio da Manhã

Portugal
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Família ameaçada de morte foge de casa

Miguel Cortez perseguiu e agora é perseguido. Depois de ter ido a Espanha localizar e denunciar à polícia portuguesa o paradeiro dos cinco homens que em Setembro de 2001 assassinaram o seu filho, um comerciante cigano de 72 anos, foi obrigado a sair de casa com a família.
24 de Outubro de 2007 às 00:00
Miguel Cortez teve de sair de casa, em Almada, e partir para longe por recear ataques contra a família
Miguel Cortez teve de sair de casa, em Almada, e partir para longe por recear ataques contra a família FOTO: Gonçalo Oliveira
Quatro homens condenados em tribunal pelo homicídio do filho de Miguel Cortez acusam-no agora de participação no homicídio de Manuel Mendes da Conceição, patriarca da família de arguidos.
O idoso, de 75 anos, foi assassinado a 7 de Outubro, no recinto da feira de Tires, Cascais. Dois disparos de caçadeira apanharam-no pelas costas, vindo o comerciante a falecer no Hospital de Cascais.
Os filhos de Manuel Conceição juraram vingar o pai e incriminaram Miguel Cortez pela sua morte. A partir desse momento começaram as ameaças contra o comerciante.
“Não tive nada a ver com esse crime. Tive de sair de casa com a minha mulher, nora e três netas, para longe de Almada, por causa das ameaças”, contou ao CM.
Entretanto, continua por conhecer a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) relativamente aos recursos interpostos por Manuel Conceição antes de morrer e dos seus quatro filhos. Os cinco foram condenados pela Relação de Lisboa a penas entre os 12 e os 17 anos de cadeia pelo homicídio de Pedro Miguel Cortez mas esperam pela decisão do Supremo em liberdade.
No início do Verão, Miguel Cortez, pai da vítima, escreveu uma carta ao procurador-geral da República tentando acelerar a decisão judicial. Pinto Monteiro encaminhou a missiva para o STJ, que ainda não se pronunciou.
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