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Correio da Manhã

Portugal
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Família de homem que morreu a combater fogo vai processar Estado

Vítima mortal, funcionário da Câmara de Oleiros, sem direito a indemnização.
Alexandre Salgueiro 12 de Maio de 2019 às 09:49
Avelino Mateus, 50 anos, deixa 2 filhos
Máquina onde estava a vítima
Fogo destruiu 70 casas e 15 mil hectares de floresta em Oleiros
Avelino Mateus, 50 anos, deixa 2 filhos
Máquina onde estava a vítima
Fogo destruiu 70 casas e 15 mil hectares de floresta em Oleiros
Avelino Mateus, 50 anos, deixa 2 filhos
Máquina onde estava a vítima
Fogo destruiu 70 casas e 15 mil hectares de floresta em Oleiros
A viúva e os dois filhos menores de Avelino Mateus, o funcionário da Câmara de Oleiros que morreu a combater um incêndio a 7 de outubro de 2017, vão processar o Estado por este se negar a pagar a indemnização à família.

O homem de 50 anos perdeu a vida a manobrar uma máquina de rastos quando abria um aceiro a pedido da Proteção Civil e foi a única vítima mortal - entre quase 120 - dos fogos desse ano que não teve indemnização.

"A lei prevê indemnizações para todas as vítimas dos incêndios florestais entre os dias 17 e 24 de junho e 15 e 16 de outubro de 2017. Como o Avelino morreu a 7 de outubro não é abrangido. Mas tendo em conta as circunstâncias da morte, a família deveria ter direito à indemnização. É uma questão de justiça e bom senso", frisa Fernando Jorge, presidente da Câmara de Oleiros, que ficou revoltado com a resposta do primeiro-ministro à sua última carta: "Recusa a indemnização e diz que se a família entender, que recorra à via judicial e que ponha o Estado em tribunal".

O autarca considera o caso "uma vergonha para o País e para o Governo" e espera que o primeiro-ministro recue. 

PORMENORES 
Câmara apoia família
A Câmara de Oleiros deliberou por unanimidade apoiar com alimentação, alojamento, propinas e material escolar os dois filhos de Avelino Mateus até que estes acabem uma licenciatura, caso queiram prosseguir um curso universitário.

200 euros de pensão
Avelino era o único sustento da família que, depois da sua morte passou a receber uma pensão mensal da seguradora na ordem dos 200 euros. A viúva terá ainda direito a uma "pensão de sangue", mas o processo ainda não está concluído.
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