Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
8

Família de militar morto a tiro no Mali ainda sem pensão

Autorização só chegou há três dias por atrasos na autópsia.
Miguel Curado 29 de Março de 2018 às 08:27
Gil Benido partiu de Portugal a 15 de maio
Gil Fernando Paiva Benido morreu na sequência de um ataque de elementos rebeldes
Presidente da República esteve no funeral
Gil Benido partiu de Portugal a 15 de maio
Gil Fernando Paiva Benido morreu na sequência de um ataque de elementos rebeldes
Presidente da República esteve no funeral
Gil Benido partiu de Portugal a 15 de maio
Gil Fernando Paiva Benido morreu na sequência de um ataque de elementos rebeldes
Presidente da República esteve no funeral
A viúva e as duas filhas menores, de 2 e 11 anos, do sargento-ajudante Gil Fernando Paiva Benido - militar do Exército morto a tiro no Mali, em junho de 2017, por um terrorista da Al-Qaeda e sepultado em Valongo - ainda não receberam a pensão de sangue a que têm direito.

Um atraso no relatório da autópsia terá levado a que o despacho final do ministro da Defesa, Azeredo Lopes, só chegasse segunda-feira.

A denúncia foi feita pela Associação Nacional de Sargentos das Forças Armadas. "Temos a informação de que todo o processo por parte do Exército, que foi desencadeado logo após a morte do militar, está terminado", adiantou Lima Coelho, dirigente daquela estrutura.

Em concreto, acrescentou, "falta que o ministro da Defesa despache o processo para a Caixa Nacional de Pensões". O despacho já foi entretanto emitido. O Estado-Maior-General das Forças Armadas indica que "as demoras encontram-se essencialmente associadas à obtenção do relatório de autópsia por razões exógenas às Forças Armadas". O Exército concluiu a instrução do processo a 27 de fevereiro.

A viúva e as duas filhas do sargento-ajudante Gil Benido viram já resolvida a atribuição dos seguros de missão derivados da morte do militar. A hipoteca da casa onde as familiares da vítima residem já foi saldada.

O militar do Exército Português estava em missão de instrução no Mali quando foi alvo de um ataque armado da Al-Qaeda ao Hotel Le Campenement Kangaba, perto de Bamako (capital do país).
Ver comentários