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Correio da Manhã

Portugal
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Família desalojada (ACTUALIZADA)

José Mota, 70 anos, e mais três elementos da sua família – esposa e filhos – ficaram desalojados, anteontem ao final da tarde, após o fogo ter deflagrado e destruído todo o segundo andar da sua casa devido a um curto-circuito junto da conduta do recuperador de calor, na rua da Tabosa, em Pedroso, Gaia.
28 de Dezembro de 2009 às 00:30
O interior da casa foi praticamente destruído pelo fogo
O interior da casa foi praticamente destruído pelo fogo FOTO: Joana Correia

O casal e os dois filhos passaram a última noite na casa de um familiar, no centro de Gaia. No entanto, José garantiu ao CM que a solução é construir um quarto provisório no rés-do-chão até conseguir o dinheiro necessário para reconstruir o telhado, totalmente consumido pelas chamas.

'Fiquei sem nada. Tudo o que tinha de valor estava na sala. A minha mulher só chora. Foi medicada e está acamada. É muito triste isto acontecer a quem menos tem', explicou o proprietário.

O dia de ontem foi de limpeza. Familiares e vizinhos ajudaram a remover o entulho deixado pelo fogo. 'É que nem ao primeiro andar consigo ir. Há água a cair por todo o lado', descreveu o homem ao CM.

No meio de tudo, José Mota apenas lamenta o facto dos bombeiros dos Carvalhos se terem deslocado ao local só com meio depósito de água no camião-cisterna. 'Podiam ter evitado muito e eu podia ter a minha casa', desabafou.

Uma versão oposta têm os Bombeiros Voluntários de Carvalhos: numa nota de esclarecimento enviada ao CM, os bombeiros informam que se apresentaram no local "munidos dos veículos e equipamentos adequados à situação, devidamente apetrechados para o fim a que se destinavam", nomeadamente ao nível da quantidade de água transportada.

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