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Correio da Manhã

Portugal
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Família diz que tiro foi abusivo

"Não era necessário darem-me um tiro". Foi com este lamento que Miguel ‘Manhoso’, 27 anos, acordou ontem de manhã num hospital do Porto. Foi submetido a uma operação cirúrgica, após ter sido baleado na segunda-feira, ao final da tarde, por um militar da Brigada de Trânsito em Baguim do Monte, Gondomar.

11 de Junho de 2008 às 00:30
“Ele fugiu porque ficou aflito e não tem carta”, dizem os pais
“Ele fugiu porque ficou aflito e não tem carta”, dizem os pais FOTO: José Rebelo

Após um despiste, Miguel saiu da carrinha e foi perseguido a pé. Resistiu à detenção e ao ser algemado terá tentado tirar a arma ao militar, que acabou por o balear na perna, segundo fonte da GNR.

Tudo começou na VCI, quando o jovem, vindo de uma sucata, não acatou a ordem de paragem da BT que lhe moveu uma perseguição.

'Foram atrás dele porque detectaram que a carrinha não tinha inspecção.Ele fugiu aflito, porque também não tem carta de condução', contou Joaquim Tavares, pai de Miguel reprovando a atitude do filho e da GNR: 'Eles podiam ter morto o meu filho. Deviam ter disparado um tiro para o ar para o assustar'.

Miguel, com um longo cadastro onde se contam delitos como furtos de automóveis e tráfico de estupefacientes, já havia sido apanhado 15 dias antes a conduzir sem carta.

N o interior da carrinha, que ficou imobilizada após despiste e choque contra um poste na rua de Baixinho,próximo da junta de freguesia, seguiam outros dois jovens. Um ficou ferido durante o acidente e o outro fugiu, entregando-se mais tarde à GNR.

'Só queria que ele deixasse o vício [droga] e esta vida', diz Deolinda Tavares, mãe de Miguel.

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