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Correio da Manhã

Portugal
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Família d’Orey desesperada

José Luís Lopes de Albuquerque d’Orey, o empresário desaparecido desde segunda-feira, dia 9, em Azeitão, arredores de Setúbal, continuava ontem ao início da noite desaparecido.
15 de Outubro de 2006 às 00:00
José saiu de casa, em Azeitão, para levar os filhos ao colégio. Nunca mais o viram
José saiu de casa, em Azeitão, para levar os filhos ao colégio. Nunca mais o viram FOTO: Natália Ferraz
Desde segunda-feira, dia em que deixou os cinco filhos à porta do colégio em Azeitão, pelas 08h00, nunca mais foi visto. O mistério em torno do desaparecimento do empresário ligado ao imobiliário, ao turismo de habitação e à restauração adensa-se porque a carrinha Renault Scenic em que seguia também ainda não foi vista em lado algum.
Mais, Via Verde, cartões de crédito e de débito continuam intactos desde a semana passada.
A Direcção Central de Combate ao Banditismo está a investigar o caso e, segundo uma fonte da PJ, nesta “fase da investigação é prejudicial indicar qualquer pormenor”.
Uma fonte da GNR, por sua vez, disse ao CM que não foram feitas buscas a nenhuma zona porque “não está delineado o local onde o homem possa ter desaparecido, por isso qualquer busca se iria revelar infrutífera porque não há pistas”, acrescentou.
Conhecido como uma pessoa amável e, apesar de uma vida desafogada, com uma atitude humilde, José Luís d’Orey dedicava todo o tempo que tinha disponível aos cinco filhos.
Ainda assim, no aniversário de uma filha – na terça-feira – não foi dado qualquer sinal.
Até agora, nem um telefonema que possa ser considerado “estranho”, ou um “sinal”, foram dados, disse ao CM uma familiar.
Uma fonte policial adiantou ao CM apenas três hipóteses: sequestro, fuga para uma vida nova ou um grave problema financeiro. A PJ ainda não descobriu qual delas foi a razão do misterioso desaparecimento.
PASSOU A MENSAGEM
Quando Fernando Castro, presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), recebeu o ‘e-mail’ que pedia ajuda para encontrar José d’Orey, o responsável pensou tratar-se de um apelo falso. “Todos os dias recebemos este tipo de ‘e-mails’ e a maior parte deles acaba por resultar de problemas conjugais”, disse. Mas quando Fernando Castro viu que se tratava de um membro da APFN de Setúbal, depressa ligou para o número de telefone que constava da mensagem e esclareceu a situação. “Disseram-me que era verdade e eu tenho tentado divulgar ao máximo, mas até agora não há novidades.”
Fernando Castro está chocado e, até, intrigado com o desaparecimento do homem com quem privou algumas vezes. “É muito complicado para a família dele”, disse.
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