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GNR cria perímetro de segurança no local onde familiares e populares retomam buscas por grávida desaparecida na Murtosa

Militares deslocam-se a zona florestal após a descoberta de um saco com vestígios de sangue.
David Monteiro, Francisca Laranjo e Paulo Jorge Duarte 3 de Dezembro de 2023 às 14:18
GNR cria perímetro de segurança no local onde populares descobriram saco com vestígios de sangue
Familiares fazem buscas por Mónica Silva
GNR cria perímetro de segurança no local onde populares descobriram saco com vestígios de sangue
Familiares fazem buscas por Mónica Silva
GNR cria perímetro de segurança no local onde populares descobriram saco com vestígios de sangue
Familiares fazem buscas por Mónica Silva
As buscas por Mónica Silva, grávida desaparecida na Murtosa há dois meses, foram retomadas este domingo pela família e populares. Cerca das 16h20, a GNR deslocou-se ao local e criou um perímetro de segurança no local onde os populares descobriram um saco com um odor intenso e vestígios de sangue.

Estas operações decorrem depois de ter sido lançado um apelo nas redes sociais para ajudar a família a encontrar o corpo da mulher, de 33 anos. 

Os familiares de Mónica, que garantem não descansar até encontrar o corpo, realizam as buscas na zona florestal, entre a ria de Aveiro e o mar, da Torreira a São Jacinto, já em Aveiro. 

Principal suspeito em prisão preventiva

Fernando Valente foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) e está em prisão preventiva por suspeita dos crimes de homicídio qualificado, ocultação e profanação de cadáver e de aborto agravado.

Mónica não é vista há dois meses

Mónica saiu de casa na noite de 3 de outubro com ecografias na mão. Na altura, estava grávida de sete meses. Chegou a ligar ao filho mais velho a avisar que chegaria a casa em dez minutos, mas não voltou a dar notícias.

As autoridades e a família não acreditam na possibilidade da mulher ainda estar viva, tendo já efetuado operações em diversos locais em busca do corpo. 

Carro e telemóvel localizados na Torreira

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar o caso e já encontrou diversas incongruências na versão apresentada por Fernando Valente. A localização de um segundo telemóvel que o homem dispunha, bem como da do GPS do carro, revelaram que este esteve na Torreira na noite que Mónica desapareceu. 

Casa de Suspeito foi limpa minuciosamente

O apartamento de Fernando Valente terá sido alvo de uma limpeza minuciosa após o caso ter sido reportado às autoridades. A Polícia Judiciária detetou vestígios de produtos de desinfetantes na habitação de Fernando Valente, local onde se acredita que tenha estado com Mónica Silva na noite em que esta desapareceu.

O telefonema entre Mónica e o filho mais velho foi considerado uma peça-chave para o caso. Ao que o CM apurou, a chamada permitiu que os inspetores chegassem ao apartamento de Fernando na Torreira. A mulher disse ao filho que iria chegar dentro de dez minutos, o tempo necessário da sua casa à do suspeito. 


Família acredita que haja mais envolvidos

A família da Mónica acredita que dois homens, de nacionalidade brasileira, que trabalhavam para o pai de Fernando Valente, estejam envolvidos no desaparecimento da mulher. 

Segundo os familiares, os indivíduos deixaram de ser vistos após ter sido reportado o desaparecimento da mulher às autoridades.

Irmã de Mónica recebe pedido de resgate 

Poucos dias após o desaparecimento de Mónica, a irmã recebeu uma mensagem com um pedido de resgate. Um número brasileiro pedia 500 euros e alegava saber onde estava Mónica. Escreveu que a mulher estava num barracão abandonado e corria risco de vida.

A família admite agora que a mensagem tenha sido enviada por um desses homens que trabalhava para o pai de Fernando Valente e pede que a pista seja seguida pela PJ.



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