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Correio da Manhã

Portugal
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Família egípcia culpa SEF por estar ilegal

Investiu 100 mil euros para abrir um restaurante, paga impostos e segurança social mas continua a ter o título de ‘ilegal’ em Portugal. É este o trauma diário do empresário egípcio Asharf Gamal Ibrahim, que está à espera da autorização de residência do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) há quase um ano e meio.
25 de Outubro de 2011 às 01:00
Asharf, a mulher, Abeir, e os três filhos têm a vida suspensa à espera de autorização de residência
Asharf, a mulher, Abeir, e os três filhos têm a vida suspensa à espera de autorização de residência FOTO: Luís Costa

Sem a devida autorização, que pode ser pedida em regime de excepção por estrangeiros que abram uma actividade comercial, Asharf não pode legalizar os restantes membros da família: a mulher e três filhos, que já andam na escola.

"Sem a legalização a vida da minha família está suspensa", lamenta o egípcio, que emprega quatro pessoas no restaurante Cleópatra, em Loulé. A mulher, Abeir Atta, foi recentemente detida pelo SEF por trabalhar ilegalmente no restaurante do marido. Ela só pode ser legalizada depois da legalização do marido. O casal não poderá ser expulso do território nacional pois já teve um filho em Portugal.

O CM pediu várias vezes esclarecimentos ao SEF, em Lisboa, mas nunca obteve resposta. No entanto, fonte ligada ao processo de legalização da família explicou que por Asharf ter sido apanhado a dar trabalho à mulher, que está ilegal "pode ter prejudicado o processo".

LOULÉ SEF FAMÍLIA ILEGAL
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