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Correio da Manhã

Portugal
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Família precisa de ajuda

Um acidente doméstico, que provocou queimaduras profundas em parte da face, ombro, braço e costas do pequeno Rúben, de três anos, mudou a vida da família, sem recursos financeiros para fazer face ao acréscimo de despesas. Esta família de Ovar vive momentos angustiantes para vencer o custo mensal dos tratamentos.
27 de Novembro de 2006 às 00:00
A mãe deixou o emprego para cuidar dos gémeos e o ordenado do pai não chega para as despesas
A mãe deixou o emprego para cuidar dos gémeos e o ordenado do pai não chega para as despesas FOTO: d.r.
A camisola especial que o menino tem de vestir para se proteger das queimaduras custa mais de 300 euros e deve ser trocada de dois em dois meses. A mãe, Rosa Valente, teve de deixar o emprego para poder acompanhá-lo diariamente à fisioterapia e o salário do marido, António Valente, não chega.
“A fisioterapia é suportada pela Segurança Social, mas não temos comparticipação para a camisola”, queixa-se a mãe, que já pediu ajuda ao Centro Hospitalar de Gaia, onde o menino esteve internado durante dois meses e onde continua a ser seguido. “Tem sido muito difícil e até já pensámos em vender a mobília, porque não temos mais nada”, desabafa Rosa Valente.
A vida desta família foi abalada no dia 5 de Novembro do ano passado. Na inocência dos seus dois anos, Rúben chegou-se à porta do forno para ver o que fazia a mãe. O fogão tombou e projectou por cima da criança uma panela de água a ferver. “Foi um momento de horror, não há palavras”, lembra Rosa, recordando o dia que deixou marcas profundas no corpo do menino. “Fiz ‘asneilas’ e fiquei com dói-dói”, explica Rúben que, apesar do sofrimento, não perdeu o brilho dos olhos azuis.
Com o Natal à porta, Rúben e o irmão gémeo Gonçalo – também ele com uma doença rara, alergia à sacarose, – têm os sonhos naturais das crianças da sua idade e pedem os brinquedos que vêem na televisão. “Gostam do carrinho telecomandado do Noddy, mas não lho vamos poder dar”, diz Rosa Valente.
“Tudo o que me puderem dar aceito, porque eu preciso de tudo, desde roupa, calçado, cereais, enfim, o que vier é sempre bem-vindo”, apela a mãe.
No caso de ajuda financeira, as verbas deverão ser depositadas na conta da família, cujo NIB é o seguinte: 0033 0000 0015 4384 0370 5.
Morada da família:
Rua Agostinho da Silva, entrada 6, 1º Esquerdo
3880 - 150 Ovar
FERIDAS AINDA NÃO SARARAM
Todos os dias, durante dois meses, foi um verdadeiro ‘calvário’ a caminho do Centro Hospitalar de Gaia. Quando Rúben regressou a casa, foi necessário recuperar a mobilidade do braço, com recurso a fisioterapia. A operação plástica não será para já, “porque as feridas ainda não sararam e ele está em fase de crescimento”.
Rosa Valente foi obrigada a deixar o emprego na Nestlé para poder acompanhar o filho. O ordenado do marido, António, “não chega”. “Já houve alturas em que nem sequer tínhamos para comer, mas uma advogada nossa amiga ajudou-nos”, desabafa emocionada, a mãe.
A prestação do apartamento que o casal comprou na cooperativa de habitação Habitovar também já está em atraso. “É ver aquilo que construímos a perder-se e os nossos sonhos a esfumarem-se sem podermos fazer nada”, lamenta, com o olhar triste. Neste momento existe a promessa de ajuda da Cruz Vermelha local, “que vai ser muito importante”.
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