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Correio da Manhã

Portugal
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Família queixa-se de desaparecimento de corpos em cemitério de Vagos

"Quando lá chegámos, o coveiro disse que tinham andado a estragar campas", disse uma testemunha.
Lusa 7 de Novembro de 2019 às 20:57
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"Quando lá chegámos, o coveiro disse que tinham andado a estragar campas", disse uma testemunha.
Uma família apresentou queixa na GNR contra desconhecidos pelo desaparecimento de dois corpos no cemitério de Santo André, em Vagos, no distrito de Aveiro, disse esta quinta-feira à Lusa fonte policial.

A macabra descoberta aconteceu na passada segunda-feira quando Daiana Oliveira se deslocou ao cemitério com a avó de 91 anos para ver o jazigo onde se encontram sepultados o seu avô e um tio.

"Quando lá chegámos, o coveiro disse que tinham andado a estragar campas e uma delas tinha sido a nossa", contou Daiana Oliveira.

Após alguma insistência, conseguiram que o coveiro abrisse a campa para verificar o seu conteúdo e o que viu deixou-a surpreendida: "Não havia nada lá dentro. Só vi bocados da parte de cima do caixão do meu tio. O caixão onde estava o corpo do meu avô embalsamado tinha desaparecido por completo. Nem caixões, nem os cadáveres", afirmou.

Daiana Oliveira diz que a avó se tem sentido "muito mal" com esta situação e a família quer saber o que aconteceu aos corpos.

"Onde é que se encontram os caixões? Onde é que se encontram as ossadas do meu tio e o corpo do meu avô?", questiona.

Os familiares queixam-se ainda de não terem sido avisados pela Junta de Freguesia, que é a gestora do espaço.

"Eles deviam ter comunicado às famílias que estavam a ser vandalizadas as campas e nunca comunicaram nada", disse Daiana.

Contactado pela Lusa, o presidente da Junta de Santo André, Amílcar Raimundo, disse que têm acontecido algumas coisas estranhas no cemitério, adiantando que a GNR está a investigar o caso.

"Há cerca de dois meses começou a aparecer por lá terra um bocado de forma suspeita. Eu até penso que é para amedrontar as pessoas", disse o autarca, afirmando desconhecer mais casos idênticos.

Amílcar Raimundo referiu ainda que a Junta vai mandar instalar umas câmaras de videovigilância no cemitério e os portões do espaço vão passar a fechar de forma automática.

Fonte da GNR confirmou à Lusa que receberam uma queixa pelo desaparecimento de dois corpos num jazigo, tendo sido elaborado um auto de notícia e os factos comunicados ao Ministério Público.

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