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Correio da Manhã

Portugal
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Família suspeita do companheiro

A família de José Carlos Silva, o homem de 41 anos que na quinta-feira foi morto à facada em Guimarães, suspeita de que o autor do crime tenha sido mesmo o travesti Flávio Lopes, com quem a vítima vivia há cerca de um ano.
13 de Junho de 2010 às 00:30
Funeral foi ontem à tarde no cemitério da Atouguia, em Guimarães
Funeral foi ontem à tarde no cemitério da Atouguia, em Guimarães FOTO: Secundinjo Cunha

O funeral, que se realizou ontem, no cemitério da Atouguia, após missa de corpo presente na Igreja de S. Dâmaso, contou com a presença de mais de meia centena de pessoas, quase todas familiares.

Uma prima, que conhecia bem José Carlos, disse ao CM que "a família não vê outra hipótese para o que aconteceu", considerando que "ninguém consegue estar seis horas desmaiado".

O crime ocorreu ao final da manhã de quinta-feira, mas Flávio Lopes, que também sofreu vários golpes, só pediu socorro aos vizinhos por volta das 18h30, alegando que tinha desmaiado na sequência de um assalto violento.

O travesti está internado no Hospital de Guimarães e ainda não prestou esclarecimentos à Polícia Judiciária de Braga, que está a investigar o caso, o que poderá ocorrer amanhã.

A família de José Carlos, que desconhecia a sua relação com o travesti Flávio Lopes, está em estado de choque com o sucedido, nomeadamente os filhos gémeos, de 15 anos, que viviam com a mãe, de quem José Carlos se separara há cerca de um ano, e que já não viam o pai há cerca de dois meses.

Um confronto violento entre o casal, com recurso a uma faca e duas garrafas, terá sido a causa da morte de José Carlos Silva. Esta é, pelo menos, a versão em que acredita a família.

AUTÓPSIAS DE MONTALEGRE SÃO AMANHÃ

Os corpos de José Fernandes, Carminda Fernandes e Ana Sousa, que perderam a vida no crime de Vilarinho de Arcos, Montalegre, são autopsiados amanhã, no Hospital de Chaves, e os funerais devem ter lugar na terça-feira. O crime, um duplo homicídio seguido de suicídio num quadro de violência doméstica, chocou os habitantes da localidade transmontana, mas não foi encarado por quem conhecia o autor das mortes como uma grande surpresa, uma vez que, segundo dizem, José Fernandes, 73 anos, era muito violento e já tinha feito várias ameaças. Na sexta-feira de manhã, esfaqueou a sobrinha, Ana, de 43 anos, no pescoço e na boca, deu um tiro na mulher, Carminda, de 66 anos, e suicidou-se.

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