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Correio da Manhã

Portugal
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Familiares de aluno acusados

O Ministério Público (MP) acusou ontem os familiares de Eduardo Jerónimo, um aluno do 4.º ano da Escola Básica do 1.º Ciclo n.º 77 (São Gonçalo), no Bairro do Lumiar, em Lisboa, de agressão a uma professora daquele estabelecimento de ensino.
11 de Julho de 2006 às 00:00
De acordo com o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) o inquérito instaurado pelas agressões durou menos de um mês a concluir, terminando com uma “dedução de acusação”.
“Esta decisão é um exemplo claro que há, da parte do Estado, a vontade de preservar as suas instituições, mostrando que quem não cumprir as normas e regras das escolas não ficará impune”, disse João Grancho, presidente da Associação Nacional de Professores ao CM.
Também o Ministério da Educação, através do porta--voz da ministra Maria de Lurdes Henriques, se congratulou com a rapidez da decisão, sublinhando que, sempre que há queixa, o Ministério Público tem actuado de maneira positiva.
A mesma opinião é partilhada pelo Sindicato Democrático dos Professores da Grande Lisboa que considera que “começa a fazer-se justiça”. Maria Conceição Pinto, presidente do sindicato, espera agora que “os trâmites após a acusação não sejam de tal maneira longos que o menino esteja já a entrar no mercado de trabalho quando os familiares forem julgados”.
Os factos remontam a 9 de Junho passado, quando a coordenadora da escola foi agredida à bofetada por um familiar de um aluno. Os pais acusavam a docente de ter dado uma chapada a Eduardo Jerónimo, de 12 anos. Durante os dois dias que se seguiram os professores encerraram a escola, em protesto contra a falta de segurança.
De acordo com Maria Pinto não foram os pais que agrediram a professora, com quem tinham “uma boa relação”, mas outros familiares.
Depois de agredida, a professora entrou de baixa e não voltou a trabalhar.
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