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Correio da Manhã

Portugal

Familiares desesperam por desaparecidos

Alice Regufe, irmã de pescador desaparecido, recorda ter pedido a Joaquim "que não voltasse ao mar". Angústia apoderou-se de toda a família.
27 de Outubro de 2013 às 01:00
As famílias juntaram-se na Figueira da Foz, após o naufrágio. Luís Santos e José Postiga morreram, Serafim Aldeias e Joaquim Regufe estão desaparecidos
As famílias juntaram-se na Figueira da Foz, após o naufrágio. Luís Santos e José Postiga morreram, Serafim Aldeias e Joaquim Regufe estão desaparecidos

O choque deu lugar à angústia e a tristeza apoderou-se das Caxinas, em Vila do Conde. Quase três dias depois do naufrágio do barco da terra, o ‘Jesus dos Navegantes', na barra da Figueira da Foz - já com dois mortos confirmados e quatro sobreviventes -, as famílias dos dois pescadores desaparecidos mantêm a esperança de, pelo menos, encontrar os corpos.

"Pedi-lhe para não ir para o mar, mas ele precisava de dinheiro para comer. Não há milagres, sei que ele não está vivo. Só peço a Deus que o devolva", disse ao CM Alice, irmã de Joaquim Regufe, ainda por encontrar.

Também a irmã de Serafim Aldeias, de Aver-o-Mar, na Póvoa de Varzim, vive na incerteza. "O meu coração diz uma coisa e a minha cabeça diz outra". A ambas, resta a esperança de poderem fazer um funeral aos irmãos desaparecidos no mar.

O corpo de José Postiga foi encontrado de manhã. Ao mesmo tempo chorava-se já a morte de Luís Santos, da Póvoa, que estava internado em estado grave nos Hospitais da Universidade de Coimbra.

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