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Correio da Manhã

Portugal
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Famílias das vítimas pedem julgamento

Advogados e familiares das duas vítimas – Albertina Estêvão e Rui Gonçalves – que morreram em resultado de incidentes anestésicos no Hospital de Lagos, em 2004, manifestaram-se ontem, no Tribunal de Portimão, onde decorreu o debate instrutório, “confiantes” na possibilidade de o caso acabar por ser levado a julgamento.
14 de Dezembro de 2006 às 00:00
Familiares emocionados
Familiares emocionados FOTO: Rui Pando Gomes
“Entendemos que devem ser arguidos no processo a médica anestesista e o então presidente do Conselho de Administração do hospital”, revelou António Marinho, advogado da família de Rui Gonçalves, que disse ter sido apresentada à juíza “a síntese das diligências probatórias realizadas desde Junho”.
“O Ministério Público arquivou o caso, mas o facto é que duas pessoas saudáveis morreram por bagatelas clínicas. Anestesiados, foram deixados em apneia absoluta e morreram. A anestesista era nova na profissão e puseram-na a operar sozinha – às vezes fazia oito actos anestésicos diários. Importa saber se há culpa e a sede própria para decidir isso é em julgamento. Pode haver acidentes, mas então que os expliquem. O País tem de saber se pode confiar nos seus hospitais e médicos”, sublinhou o causídico.
A leitura da decisão instrutória está marcada para dia 21.
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