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Correio da Manhã

Portugal
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“Famílias não querem vingança, só justiça”

Hugo Abreu e Dylan da Silva morreram em treinos do curso de Comandos.
Magali Pinto 24 de Janeiro de 2018 às 09:15
Hugo Abreu
Hugo Abreu tinha 20 anos e morreu na instrução do 127º curso de comandos
Hugo Abreu
Hugo Abreu tinha 20 anos e morreu na instrução do 127º curso de comandos
Hugo Abreu
Dylan Silva tinha 20 anos
Dylan Silva morreu durante o 127.º curso de Comandos
Militares arguidos pediram abertura de instrução do caso, que começou ontem
Curso de Comandos
Curso de Comandos
Curso de Comandos
Hugo Abreu
Hugo Abreu tinha 20 anos e morreu na instrução do 127º curso de comandos
Hugo Abreu
Hugo Abreu tinha 20 anos e morreu na instrução do 127º curso de comandos
Hugo Abreu
Dylan Silva tinha 20 anos
Dylan Silva morreu durante o 127.º curso de Comandos
Militares arguidos pediram abertura de instrução do caso, que começou ontem
Curso de Comandos
Curso de Comandos
Curso de Comandos
Hugo Abreu
Hugo Abreu tinha 20 anos e morreu na instrução do 127º curso de comandos
Hugo Abreu
Hugo Abreu tinha 20 anos e morreu na instrução do 127º curso de comandos
Hugo Abreu
Dylan Silva tinha 20 anos
Dylan Silva morreu durante o 127.º curso de Comandos
Militares arguidos pediram abertura de instrução do caso, que começou ontem
Curso de Comandos
Curso de Comandos
Curso de Comandos
Entre os 19 arguidos do caso da morte de dois recrutas dos Comandos, a 4 de setembro de 2016, estão oito oficiais, oito sargentos e três praças do regimento. As famílias de Hugo Abreu e Dylan da Silva pedem ao Estado 700 mil euros de indemnização - 300 mil e 400 mil, respetivamente.

Miguel Pereira, advogado da mãe de Dylan, salientou ontem, no Campus de Justiça, que a vida da família tem sido muito difícil. "É o segundo Natal que esta mãe passa sem o filho. As festas deixaram de ser festas, deixou de haver alegria. As famílias não querem vingança. Os pais das vítimas só querem justiça."

Na primeira sessão da fase de instrução foi ouvida uma médica - testemunha requerida por um dos militares - que falou sobre o uso do desfibrilhador e as circunstâncias em que é acionado o INEM.

A procuradora da República, Cândida Vilar, que assina a acusação do Ministério Público, lembrou que Hugo Abreu, que morreu logo a 4 de setembro, só recebeu assistência médica três horas depois de se ter sentido mal. E só nessa altura é que foi acionado o INEM. Tarde demais. Hugo Abreu, de 20 anos, morreu ali. Já Dylan da Silva, da mesma idade, também não resistiu aos ferimentos, passados seis dias, no hospital.

Em junho do ano passado foi conhecida a acusação - ao todo, 539 crimes para os militares que ministraram o 127º curso, depois de alguns instruendos, mais de vinte, não terem resistido à falta de água e às agressões dos instrutores, no campo de tiro de Alcochete.

O curso tinha sido iniciado no dia 3 de setembro, um dia antes. Estava a decorrer a prova zero.

PORMENORES 
Água
O guião do 127º curso de Comandos determinava que cada instruendo só podia beber três litros de água por dia. Quando se queixaram de que precisavam de mais, alguns foram castigados.

Acusação
Ao racionarem água aos instruendos, os superiores tinham intenção de "ofender a saúde ou o corpo". A acusação refere que tinham a noção de que podiam "resultar lesões muito graves".

Tenda
No despacho de acusação do Ministério Público são apontadas várias falhas ao socorro. Os feridos - num total de 23 - foram socorridos numa tenda com capacidade para 8 pessoas.
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