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Correio da Manhã

Portugal
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Farmácia assaltada nas barbas da GNR

A Farmácia de Rossas, uma vila do concelho de Vieira do Minho, no distrito de Braga, foi ontem de madrugada assaltada por dois indivíduos encapuzados, que não se incomodaram com o facto de o posto da GNR se encontrar na mesma rua, a menos de dez metros do estabelecimento.
11 de Julho de 2006 às 00:00
Os larápios, que se deslocavam num BMW vermelho, partiram o vido (duplo e laminado) da porta de entrada, dirigiram-se imediatamente às duas caixas registadoras, que se encontram encastradas no balcão, despejaram-nas para dentro de um saco e colocaram-se em fuga.
Segundo uma testemunha, o assalto foi muito rápido. “Mal ouvi o alarme vim logo à janela e só vi o carro a arrancar a grande velocidade”, disse um morador das proximidades, sublinhando que, “nesse momento vinha o guarda a correr do posto para a farmácia”.
Diana Amaral, da direcção da farmácia, disse ao Correio da Manhã que “o maior prejuízo foi o vidro da porta, já que nas caixas, como sempre acontece, havia apenas um pequeno fundo de maneio, que não deve chegar aos 50 euros”.
Segundo aquela responsável, os indivíduos mexeram apenas nas caixas, que propositadamente ficam com a chave na gaveta, não tendo levado “uma única caixa de medicamentos”. De resto, diz Diana Amaral, os medicamentos que, regra geral são procurados por toxicodependentes, “são guardados num cofre”.
É de salientar que a separar a farmácia assaltada e o posto da GNR apenas se encontra uma casa de habitação.
A GNR de Rossas tomou conta da ocorrência, tendo depois o caso sido entregue à Polícia Judiciária de Braga, que se deslocou ao local.
APENAS UM GUARDA À NOITE
Depois do assalto alguns comerciantes que se juntaram no local protestavam contra a falta de segurança que se faz sentir na vila de Rossas. Um dos problemas, salientaram, é o facto de durante a noite apenas ficar um militar da GNR. Um comerciante disse que “um homem, sozinho ali toda a noite, pode muito bem adormecer”. “Isto não é nada bom, nem para nós nem para os guardas”, disse o mesmo comerciante, lembrando que “ainda há uns tempos atrás se fez um abaixo assinado para que o posto aqui de Rossas não fosse encerrado, como pretendia o Governo”. Os comerciantes denunciaram ainda os factos de o plantão não ter ouvido qualquer barulho e de o alarme apenas ter tocado depois do assalto consumado. O comando da GNR não quis comentar.
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