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Correio da Manhã

Portugal

Fátima rejeita acusações de maus tratos a animais

O Santuário de Fátima rejeitou esta quarta-feira as acusações de maus tratos a animais, que classificou de "falsas e caluniosas", admitindo agir judicialmente contra os autores da campanha "difamatória" que visa "denegrir" a sua imagem.
11 de Agosto de 2010 às 20:30
Reitor admite agir judicialmente contra autores da campanha "difamatória"
Reitor admite agir judicialmente contra autores da campanha 'difamatória' FOTO: Ricardo Almeida/CM

Em comunicado, citado pela agência Lusa, a propósito de uma manifestação agendada para domingo de manhã, em Fátima, pelo Partido Pelos Animais (PPA) "contra os maus tratos aos animais no santuário", o reitor da instituição garante que "são falsas e caluniosas as acusações amplamente divulgadas na Internet, segundo as quais, por ordem da reitoria do santuário de Fátima, são maltratados ou abatidos os cães ali encontrados".  

Segundo o PPA, "seguranças [do santuário] capturam regularmente todos os cães que encontram, com ou sem dono, e amontoam-nos numa gaiola nas traseiras do santuário, onde são deixados durante dias, ao sol e à chuva, sem comer nem beber, até que a Câmara Municipal de Ourém os venha buscar para abate". 

A organização adianta que, "ao serem apanhados, há cães vítimas de dolorosas agressões com foices e alguns são envenenados e abatidos no próprio local". 

O reitor do santuário assegura que "as imagens chocantes, que mostram cães enjaulados, não foram captadas no santuário", adiantando que "foram  retiradas de um site de luta contra os maus tratos a animais, sem que se cite a fonte".  

O responsável esclarece que a GNR, depois de apresentadas duas queixas sobre os alegados maus tratos, concluiu que "não foram descobertos nenhuns animais mortos, indícios de maus tratos ou atos que tipifiquem infração". 

Para o sacerdote, este caso é "uma tentativa de denegrir a imagem do santuário de Fátima e da igreja católica, pois a campanha foi habilmente lançada na véspera da chegada do papa Bento XVI a Fátima, em maio último". 

O reitor considera ainda que, além de "um caso de manipulação das massas através das redes sociais da Internet", trata-se do "uso abusivo do nome  do santuário de Fátima (...) em função de uma campanha de defesa dos animais, por os seus autores saberem que esse nome tem um grande alcance mediático". 

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