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Correio da Manhã

Portugal
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FAZIAM CONCORRÊNCIA À GNR

Dois indivíduos, suspeitos de terem constituído uma ‘firma’ de segurança privada, foram detidos por posse ilegal de armamento. O arsenal, que presumivelmente era usado na vigilância a empresas da região e em eventuais actividades de cobrança difíceis, era constituído por 12 armas, a maioria de caça.
20 de Fevereiro de 2003 às 00:00
As actividades ilícitas da dupla, que estava já a alvo de investigação, desenvolvia-se a partir das freguesias de Aguada de Cima e Barrô, onde residiam os dois homens, um de 42 e outro de 32 anos.

Ao que o CM apurou, os indivíduos possuem um negócio legítimo de recolha e venda de sucata, mas ter-se-ão aventurado, há algum tempo, na prestação de outro tipo de serviços. Na origem da associação entre os dois homens terá estado o conhecido clima de insegurança vivido nas freguesia vizinhas de Aguada e Borralha, onde a população já ameaçou com a criação de milícias para combater os furtos e o tráfico de droga.
As críticas veiculadas pela população à falta de policiamento da GNR de Águeda levam a que alguns residentes desculpem a referida actividade e chegam mesmo a aplaudir a iniciativa da dupla.

Também o receio de alguns empresários da região terá sido determinante para a ‘contratação’ das vigilâncias, cujo âmbito ainda está a ser investigado pelo Ministério Público.

Na posse de mandados de busca e detenção, a GNR encontrou na residência do suspeito de 42 anos, em Aguada, duas caçadeiras, sete armas de pressão de ar e dois revólveres, com cerca de 1400 munições de diversos calibres, incluído as usadas em armas de guerra. Na casa de Barrô, onde mora o outro ‘sócio’, apenas foi apreendida uma caçadeira de calibre 12.
Os dois suspeitos foram detidos por posse ilegal de arma, mas o juiz de Instrução mandou-os ontem, em liberdade, baixando o caso a inquérito.
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