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Correio da Manhã

Portugal
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Fecho de cancelas gera contestação

O encerramento de uma passagem de nível na cidade das Caldas da Rainha está a gerar protestos da população e dos órgãos autárquicos, que consideram que o intenso tráfego automóvel justificava a manutenção da passagem com guarda. Receiam que esteja em causa a segurança dos peões, sobretudo de crianças e jovens de duas escolas das proximidades, que têm de atravessar a linha férrea.
6 de Setembro de 2005 às 00:00
A passagem de nível está encerrada desde o início do mês. A população defende a sua reabertura
A passagem de nível está encerrada desde o início do mês. A população defende a sua reabertura FOTO: Carlos Barroso
A medida é da responsabilidade da empresa Refer, que justifica estar a cumprir o plano nacional de supressão das passagens de nível.
Desde 1 de Setembro que a passagem de nível ao quilómetro 105 da Linha do Oeste está encerrada, impedindo a circulação pela rua que ligava as duas freguesias urbanas das Caldas da Rainha – Santo Onofre e Nossa Senhora do Pópulo. Os utentes foram surpreendidos com a colocação de uma placa junto às cancelas a avisar o encerramento, mas não se conformam.
Isidro Sousa entende que “antes de fecharem a passagem deviam fazer uma ponte ou uma passagem subterrânea”. Opinião partilhada por Carlos Silva, que passa ali “todos os dias” e agora tem de dar uma “volta maior”, o que “prejudica” a sua actividade. “Deviam fechar isto depois de arranjarem uma maneira de passar, por cima ou por baixo”, defende.
O presidente da Junta de Freguesia de Santo Onofre, Abílio Camacho, considera esta atitude da Refer “um atentado”, já que “prejudica em muito as pessoas”.
O autarca vai marcar uma reunião com a Refer, com carácter de urgência, porque, argumenta, “não se chega aqui, mete-se uma tabuleta e fecha-se a passagem de nível, levando o trânsito a dar mais voltas”. Além disso, responsabiliza a empresa por eventuais acidentes, pois “os peões não sabem quando vem um comboio e esta passagem é usada por muitos jovens e crianças que vão para a escola”.
A contestação já vem de 1994, quando a CP encerrou as cancelas apenas aos sábados, domingos e feriados, das zero às nove horas e das 20 às 24 horas, justificando que as novas regras eram impostas por “dificuldades conjunturais de recursos humanos disponíveis”.
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