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Correio da Manhã

Portugal
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FEIRA POPULAR ABERTA CONTRA FUTURO INCERTO

Os comerciantes da Feira Popular de Lisboa não fecham os estabelecimentos nem abandonam o recinto enquanto a Câmara não lhes comunicar o que lhes reserva para o futuro.
22 de Setembro de 2003 às 00:00
É que a dias do encerramento, pensavam, definitivo do recinto (a autarquia defende o fecho para dia 30 deste mês, já os feirantes querem encerrar no dia 5 de Outubro, como é usual), a autarquia lisboeta ainda não constituiu a comissão que estudará as condições de saída ou permanência dos feirantes no futuro parque de diversões.
E isto quando estão já decorridos 61 dias sobre a aprovação, na Assembleia Municipal, de uma proposta que previa que no prazo de 60 dias a comissão elaborasse, discutisse e aprovasse um protocolo com os feirantes que estabelecia as suas condições de saída ou permanência.
“É vergonhoso, mas nós, feirantes, não sabemos de nada”, lamentou ao CM o presidente da Associação de Feirantes da Feira Popular. Segundo José Marques, a associação reuniu quinta-feira com o vereador do Comércio, Pedro Pinto, que lhes disse que o juiz já fôra nomeado para a comissão e que o melhor era negociarem pensando que não regressavam. Palavras que revelam que não haverá feira ou, então, que “não nos querem lá”. Mas há feirantes que pretendem continuar – pelo menos um terço já se afirmou disposto a investir.
“Há é que saber quais as condições que oferecem”, frisa, lembrando que não se trata de uma questão jurídica, mas sim social, pois em causa estão 200 famílias cuja subsistência está na Feira Popular.
O CM tentou obter uma reacção da Câmara, embora tal não tenha sido ontem possível.
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